Cosme Rímoli Corinthians fez o que quis com o acovardado Santos. Jô decidiu

Corinthians fez o que quis com o acovardado Santos. Jô decidiu

O Corinthians não tomou conhecimento do Santos. O domínio foi total na arena de Itaquera. Renato Augusto teve atuação impecável. 2 a 0 foi até muito pouco para o time de Sylvinho

  • Cosme Rímoli | Do R7

Jô teve a melhor atuação de 2021. Fez um gol e deu assistência para outro

Jô teve a melhor atuação de 2021. Fez um gol e deu assistência para outro

Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

43.381 pagantes.

Arrecadação: R$ 2.566.138,80

Além do domínio impressionante e da vitória sobre o Santos, por 2 a 0, gol e assistência para Gabriel do velho centrovante Jô, que levou o clube para a quarta colocação no Brasileiro, o clássico teve outra função importante. E que a diretoria corintiana tem a certeza de que será a tendência em 2022. A arrecadação dará estrutura à montagem de uma grande equipe.

Quarta colocação é a melhor classificação corintiana no Brasileiro de 2021.

Só hoje, foram R$ 2,5 milhões. Desse dinheiro, 30% ficam para o clube. Ao contrário do que acontecia em 2020, quando toda a arrecadação era reservada para o pagamento da arena.

Dentro do gramado, o Corinthians fez o que quis com o acovardado Santos de Fábio Carille. O time de Sylvinho teve a iniciativa e o controle da partida. Muito por conta de Renato Augusto, jogando onde sabe, como meio-campista. Roger Guedes também escancarou a defesa santista, com dribles, arrancadas.

O Santos segue estagnado em décimo primeiro lugar.

O veterano Jô fez a sua melhor partida em 2021. Teve ótima participação atuando de costas para o gol, como pivô, para abrir espaço a seus companheiros de time.

Gabriel desta vez não se destacou pelas faltas que fez. Pelo contrário. Marcou o segundo gol corintiano

Gabriel desta vez não se destacou pelas faltas que fez. Pelo contrário. Marcou o segundo gol corintiano

Carla Carniel/Reuters - 21.11.2021

"Fico feliz pelo jogo, fizemos um grande jogo. Sabemos que aqui dentro da Arena é diferente, jogamos com um a mais. Sabemos a pressão que sofremos para estar no G4."

"Quando eu cheguei me chamavam de louco porque o time ia cair, e agora estamos no G4."

"Nem sempre vamos conseguir fazer grandes jogos, contra o Flamengo foi muito abaixo do que queremos mas o Flamengo é um time pronto. Serve como aprendizado para crescer, segue sendo aprendizado para o ano que vem", resumiu, consciente, Renato Augusto.

"A gente sabia da força do Corinthians em casa. Conseguimos segurar bem o primeiro tempo, mas voltamos desligados. Corinthians mereceu a vitória, demos só um chute no gol, só. A gente tem que consertar nossos erros, temos um jogo em casa e temos que ganhar de qualquer jeito para ter um final de campeonato tranquilo", admitiu, tenso, o goleiro santista João Paulo.

O personagem decisivo da partida foi Fabio Carille. Embora tenha ganhado espaço no cenário nacional articulando retrancas nas 183 partidas em que foi o treinador do Corinthians, o que ele fez hoje com o Santos foi enorme exagero.

Seu elenco é muito limitado, bem pior do que o de Sylvinho. Não há a menor dúvida. Mas Carille atraiu o Corinthians para sua área. Ele não deu saída tática a seus jogadores. Tratou de congestionar as intermediárias e a entrada da área. Mas não havia a mínima coordenação para, quando o time roubasse a bola, contragolpear em velocidade.

Sylvinho enfim poderá ter alguns dias de paz. A vitória no clássico levou o Corinthians ao 4º lugar

Sylvinho enfim poderá ter alguns dias de paz. A vitória no clássico levou o Corinthians ao 4º lugar

MARCELLO ZAMBRANA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Ou seja, o Corintihans dominou, fez o que quis. Empurrado por sua vibrante torcida, o que se viu foi uma "'partida de paciência". Vale destacar que, no primeiro tempo, foram 12 chutes a gol do Corinthians. Contra um arremate santista, cabeçada de Diego Tardelli para fora.

Sylvinho não fez absolutamente nada de novo. Apenas não atrapalhou o time, como, por exemplo, pôr Renato Augusto de falso centroavante. O técnico foi ortodoxo.

Permitiu que Renato Augusto fosse o maestro do meio-campo, fez com que Fagner e Gabriel Pereira atacassem pela direita, Roger Guedes e Fábio Santos pela esquerda. Jô como pivô. E que Du Queiroz começasse as jogadas ainda no campo corintiano, já que Gabriel segue sendo ótimo marcador.

Qualquer criança apostaria nesse esquema corintiano.

Lógico que Carille sabia o que enfrentaria. Mas ele exagerou na sua esperança de conseguir segurar o 0 a 0. Suas linhas estavam recuadas demais.

Tudo desabou de vez a um minuto do segundo tempo, quando Jô dominou a bola de costas para o gol, levou com o corpo o zagueiro Luiz Felipe. E bateu forte, sem chance para João Paulo fazer mais um milagre. 1 a 0 Corinthians.

A partida estava decidida.

O Santos seguiu sendo dominado. E o time de Sylvinho comemorando o espaço que tinha para articular suas jogadas na intermediária. A pressão só diminuiu aos 39 minutos, quando Jô fez excelente assistência para o volante Gabriel, sim até ele estava na área santista, bater forte. Outra vez, João Paulo não teve como defender. 2 a 0, Corinthians.

Ao término da partida, Sylvinho estava empolgado.

Sabe que viverá dias de tranquilidade, depois de tanta pressão por sua demissão.

Enquanto a diretoria comemora o dinheiro das bilheterias.

Já Carille fará as contas do que precisará nos quatro últimos jogos, para buscar escapar do rebaixamento. Seis pontos separam seu time dos clubes na zona que leva à Segunda Divisão.

O clássico hoje foi fácil demais para o Corinthians...

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