Cosme Rímoli Corinthians analisa 'vaquinha' de torcida pagar estádio. Vergonha

Corinthians analisa 'vaquinha' de torcida pagar estádio. Vergonha

Devendo quase R$ 1 bilhão, Corinthians leva a sério a possibilidade oferecida pela Gaviões. Os torcedores pagarem dívida de R$ 270 mi

  • Cosme Rímoli | Do R7

O presidente da Gaviões, Digão, ofereceu a vaquinha virtual. Corinthians analisa

O presidente da Gaviões, Digão, ofereceu a vaquinha virtual. Corinthians analisa

Vinicius Lúcio/Divulgação Gaviões

São Paulo, Brasil

A diretoria adora divulgar.

Nas contas do Parque São Jorge, há 30 milhões de corintianos espalhados pelo país.

Só o Flamengo tem mais torcedores.

E, na mais recente reunião do presidente Duílio Monteiro Alves com os chefes de suas torcidas organizadas, na última quinta-feira, ele recebeu a proposta.

O presidente da Gaviões da Fiel, Rodrigo Gonzalez Tapia, propôs uma maneira para o clube acabar com a dívida que mantém desde 2010 com a Caixa Econômica Federal. E pagar o seu estádio.

Mesmo com a Hypera Pharma sendo responsável por R$ 300 milhões deste dívida, restariam ainda R$ 270 milhões.

E Rodrigo garante que há uma maneira de esta quantia ser paga.

Com o dinheiro dos torcedores.

Ele quer a autorização do Corinthians para fazer uma 'vaquinha virtual'.

Sua fé é que os 30 milhões de torcedores colaborem.

A conta seria básica.

Bastaria cada um dos torcedores dar R$ 9,00.

9 vezes 30 milhões é igual a 270 milhões.

O chefe da torcida organizada avisa que o dinheiro vai direto para a conta que o Corinthians recomendar.

Não passa nem pela organizada.

A diretoria corintiana não só ficou de estudar a proposta.

O que já é vexatório.

Mas se indica disposta a aceitar um caminho para o dinheiro do torcedor chegar aos cofres corintianos.

"Agradeço o oferecimento da torcida em ajudar o clube a sair desta difícil situação financeira. Teremos, inclusive, um encontro com a Gaviões neste sentido."

"Nos próximos dias iremos discutir as diferentes ideias e apresentaremos um plano", respondeu, oficialmente, o superintendente de marketing do clube, José Colagrossi.

Postura vergonhosa.

O clube precisa ter responsabilidade por sua vida financeira.

Colagrossi ficou de 'estudar' a vaquinha da torcida organizada. Postura é vexatória

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Corinthians

O Brasil está mergulhado na pandemia.

Em uma pesquisa divulgada em fevereiro, 12,8% dos brasileiro passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês (R$ 8,20 ao dia), linha de pobreza extrema calculada pela FGV Social.

No total, são quase 27 milhões de pessoas, mais que a população da Austrália.

Inúmeros brasileiros lutam para ter alguma coisa para comer.

Enquanto isso, a diretoria corintiana quer que seus torcedores paguem pela incompetência, ganância, amadorismo para aceitar um contrato precipitado com a Caixa Econômica Federal.

Andrés Sanchez, o ex-presidente, mas ainda com grande influência no Corinthians, dizia que o "torcedor corintiano pagaria, como orgulho, por seu estádio".

Se imaginava que fosse com o dinheiro das bilheterias.

Mesmo antes da pandemia ficou claro que não.

Agora, a diretoria estuda doações.

Andrés comemora com ex-presidente Lula o estádio corintiano. Acordo para pagar foi amador

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Corinthians

'Vaquinha' organizada pela torcida organizada.

Chega a ser indecente.

Pedir dinheiro de torcedor.

O clube divulgou no seu balanço há dez dias.

Suas dívidas são assustadoras.

Caminham para R$ 1 bilhão.

São de R$ 957 milhões.

O clube ainda não sabe como pagá-la.

Será que o planejamento de José Colagrossi é aumentar a vaquinha?

Um dos grandes clubes do mundo está exposto.

Passa por vexame histórico.

Ao pensar em repassar suas dívidas à torcida.

A proposta deveria ter sido recusada no ato.

O encontro com as torcidas organizadas, para discutir sua vida financeira, já é vergonhoso.

Essa é a modernidade prometida por Duílio Monteiro Alves?

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