Cosme Rímoli Contra o fraco Chile, O medo de Tite: escalar Hulk e Gabigol. Não confia no futebol brasileiro

Contra o fraco Chile, O medo de Tite: escalar Hulk e Gabigol. Não confia no futebol brasileiro

O treinador se agarra aos 'europeus', lamentando demais não ter seus 'ingleses' de confiança. E pensando dez vezes antes de confirmar Hulk, hoje contra o limitado Chile, que só venceu um dos seis jogos nas Eliminatórias

  • Cosme Rímoli | Do R7

Tite está em dúvida. Se aposta ou não em Hulk. Não confia no nível do futebol no Brasil

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CBF

São Paulo, Brasil

Dez jogadores que atuam no Brasil.

Um recorde para Tite.

Mas isso não significa muita coisa. Para o confronto de hoje, em Santiago, contra o fraco Chile, o treinador resolveu apostar apenas em três atletas: Weverton, Daniel Alves e Gabigol.

Isso porque Ederson, Alisson, Richarlison, Gabriel Jesus e Roberto Firmino não foram liberados pelo futebol inglês. Além de Thiago Silva, Fabinho, Fred e Raphinha.

Se fossem liberados, apenas Daniel Alves seria titular.

Tite não tem apenas a sua base titular de atletas que atuam no Exterior. Por não confiar no nível do futebol disputado no Brasil, o treinador opta, sem dor na consciência, pela esmagadora maioria 'estrangeira'.

Já que não há competência para a cúpula da CBF conseguir amistosos com as equipes europeias, Tite aproveita os atletas que atuam por lá para usar estratégias, funções táticas específicas de equipes do Velho Continente.

Tite sabe que precisa recuperar a aprovação da opinião pública em relação à Seleção. Há enorme desgaste pela falta de identificação com os jogadores. Com os fracassos em Mundiais, desde 2006. Como se bastasse, até a fraca Copa América, o Brasil perdeu, em julho, para a Argentina, no Maracanã.

O treinador quer vencer os limitados chilenos, que vivem o fim de sua grande geração que ganhou duas Copas América, e bater o recorde de sete vitórias seguidas em Eliminatórias Sul-Americanas. Fazendo de conta não reconhecer a fragilidade dos adversários. O importante é forçar o dado positivo.

Weverton, Daniel Alves, Eder Militão, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Gabriel, Neymar e Matheus Cunha (Hulk).

O jogo é tão desigual que Tite poderia aproveitar e escalar Hulk. 

Sem maiores problemas.

Até para ganhar mais a simpatia da imprensa e dos torcedores brasileiros. Mas, para variar, o treinador está em dúvida.

E que também permita a Gabigol atuar solto no ataque,como atua com sucesso no Flamengo, não um prisioneiro da ponta direita, como costuma fazer e 'queimar' o atacante.

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CBF

Ele escondeu a escalação e age como se fosse enfrentar a Itália, França, Inglaterra ou Alemanha. E não o Chile.

O rival sul-americano está em sétimo lugar nas Eliminatórias. De seis partidas, só conseguiu vencer um jogo, contra o Peru. 

O uruguaio Martín Lasarte fará sua estreia comandando o time, no lugar de Reinaldo Rueda, que decidiu comandar a Colômbia. A equipe é fraca e ainda terá o desfalque de seu principal jogador o veterano Alexis Sánchez, contundido. E também, por incompetência administrativas, como a CBF, a Federação Chilena não conseguiu a liberação do zagueiro Sierralta e do atacante Brereton, da Premier League.

Claudio Bravo; Paulo Diaz, Gary Medel e Guillermo Maripán; Mauricio Isla, Charles Aránguiz, Erick Pulgar, Eugenio Mena e Arturo Vidal; Eduardo Vargas e Iván Morales (Jean Meneses).

O Brasil ganhou até agora todas as seis partidas que disputou.

Essa está sendo as Eliminatórias mais fáceis e desinteressantes da história. Por conta da disparidade do nível técnico entre as seleções.

E ainda assim, Tite segue inseguro, tenso.

Sem querer dar chances aos atletas que atuam no Brasil.

Não confia no nível técnico dos jogos disputados no Brasileiro, na Libertadores.

O preconceito é evidente.

Fica clara a agonia do técnico em não ter os 'ingleses'.

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