Cosme Rímoli Ceni x Diniz. Daniel x Gerson. Duelos que decidirão vitória ou fracasso

Ceni x Diniz. Daniel x Gerson. Duelos que decidirão vitória ou fracasso

São Paulo e Flamengo dependerão desses quatro personagens, para a guerra de hoje à noite. A sobrevivência dependerá de Ceni,Diniz, Daniel e Gerson

  • Cosme Rímoli | Do R7

Daniel Alves e Gerson. Esse é o duelo mais importante dentro do gramado

Daniel Alves e Gerson. Esse é o duelo mais importante dentro do gramado

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

Dois duelos chamam a atenção hoje no Morumbi.

Vão além de São Paulo e Flamengo.

E eles terão consequências.

O óbvio, Fernando Diniz e Rogério Ceni.

O segundo é mais discreto.

Pouco notado.

E não menos importante.

Daniel Alves e Gerson.

O encontro dos treinadores, que se respeitam, não vale mais a permanência no Morumbi, em 2021.

Ceni não quis.

Os dois candidatos à presidência o queriam, o usavam como bandeira da próxikma administração.

A postura despertou o trauma vivido com o inseguro Leco.

Deu um pequeno troco pela dispensa em 2017.

Deixou pela segunda vez o clube que resgatou sua carreira como treinador, o Fortaleza.

Para assumir o campeão da Libertadores, do Brasil.

E, sem tempo algum para impor suas ideias, já teve o time de Fernando Diniz, na primeira partida das quartas da Copa do Brasil, no Maracanã. O mesmo São Paulo que eliminou o seu Fortaleza.

Rogério Ceni jamais venceu as equipes de Diniz.

Audax-SP 4 x 2 São Paulo (Campeonato Paulista 2017)
São Paulo 2 x 1 Fortaleza (Campeonato Brasileiro 2019)
São Paulo 1 x 0 Fortaleza (Campeonato Brasileiro 2020)

Fortaleza 3 x 3 São Paulo (Copa do Brasil 2020)

Flamengo 1 a 2 São Paulo ( Copa do Brasil 2020)

E muito menos o clube que é o maior ídolo da história.

Ceni não está preocupado com tabus, com Diniz, mas consigo mesmo.

Ele precisa dar hoje, no Morumbi, a resposta àqueles que acreditam ser o mais promissor da nova geração de técnicos. 

À diretoria do Flamengo que o escolheu, abrindo mão de apostar em novo treinador estrangeiro. E que já o ajudou nos bastidores, pressionando o juiz Wilton Pereira Sampaio, com a tentativa, que já se sabia vã, de tirá-lo da escalação de hoje. Assim como o árbitro comandante do VAR, Wagner Reway.

Mas só o anúncio público já tem um grande peso psicológico.

Mesmo com desfalques importantíssimos, Ceni precisa mostrar que tem condições de montar um time ofensivo, vibrante e vencedor.

O treinador teve muita falta de sorte nos seus dois primeiros jogos como treinador do time mais popular do Brasil. O Flamengo perdeu muitos gols diante do São Paulo e do Atlético Goianiense.

No primeiro confronto pelas quartas da Copa do Brasil, Hugo foi brincar com Brenner e transformou um frustrante empate em uma agoniante derrota.

Ceni fará de tudo para seu Flamengo sobreviver hoje, vencer Diniz e o São Paulo.

Daí ter trabalhado durante o dia com os jogadores e, à noite, até a madrugada, com sua Comissão Técnica, estudando o que fazer para tentar a vitória obrigatória hoje.

A vitória dará o impulso que ele busca, para normalizar as coisas na Gávea, depois da péssima passagem do catalão Domènec Torrent.

Uma derrota não será o fim. Jorge Jesus também foi eliminado da Copa do Brasil de 2019 e no final da temporada fez o Flamengo viver um dos seus melhores momentos da história.

Diniz e Ceni. Eliminação ou classificação. Jogo de hoje marcará a carreira dos dois

Diniz e Ceni. Eliminação ou classificação. Jogo de hoje marcará a carreira dos dois

Reprodução/Premiere

Seu ponto fraco segue sendo a zaga. Precisar escalar defensores que, apesar de bom potencial, não têm mostrado potencial psicológico para a pressão.

Já Fernando Diniz tem a chance de tirar de vez a sombra de Ceni do Morumbi. Inteligente, sabia que sua passagem no São Paulo estava marcada para acabar no Morumbi,, caso o ex-goleiro não optasse pelo Flamengo.

A eleição tiraria Diniz do clube.

Agora, tudo reverteu.

Inclusive graças aos dez passos atrás que deu como técnico. Sua ousadia desenfreada, infantil, na marcação, não existe mais. Ele deu equilíbrio ao time fixando Luan, como volante de proteção da zaga.

Coordenando as descidas dos laterais, proibindo que ataquem ao mesmo tempo.

E descobriu que não é vergonha seu time apelar para as faltas, 'matando' contragolpes adversários.

Também foi abençoado pela fase excelente de Brenner, o artilheiro que era desprezado.

Arrumou, com a ajuda do seu auxiliar Marcio Araújo, o problema de compactação sem a bola. Convenceu Gabriel Sara, Igor Gomes e, principalmente, Luciano, que Daniel Alves não é um menino. E, desde que passaram a marcar muito mais, até pelo veterano, o São Paulo passou a vencer.

Fernando Diniz começa a ter o caminho aberto para ficar na próxima temporada. Mas ele passa pela eliminação do Flamengo hoje.

Levar o São Paulo para uma improvável semifinal da competição que o clube jamais venceu, a Copa do Brasil.

É o que ele mais quer e montou um time ofensivo, para tentar matar a decisão de hoje, logo no início. 

Seu ponto fraco é o mesmo de Rogério, a instabilidade de seus zagueiro. Volpi tem sido fundamental para compensar falhas infantis de posicionamento.

O outro duelo será muito interessante.

E tem como cenário de fundo a Seleção Brasileira.

Daniel Alves, 37 anos, contra Gerson, 23 anos.

Os dois atuam no meio de campo.

E se envolveram em uma briga particular desde a goleada que o São Paulo conseguiu sobre o Flameno, no Maracanã, por 4 a 1, no Brasileiro.

Fernando Diniz surpreendeu Domènec colocando o veterano para marcar individualmente Gerson. Diniz descobriu que o segredo da ligação entre a defesa e a intermediária ofensiva está no pé esquerdo do segundo volante flamenguista.

E o treinador sabe que Daniel Alves não tem mais o fôlego, a explosão muscular de anos atrás. Por isso acabaram as vagas nos clubes de elite europeus. Assim como a recusa de atuar como lateral.

Como meio-campista, Daniel Alves tem passado experiência, vibração. Mas não tem o mesmo talento do melhor lateral direito do mundo, que foi por anos.

Mas contra o Flamengo, anular Gerson, tem decidido os jogos para o São Paulo. Ele marca, provoca, tira o jogador de seu controle emocional.

Gerson tem procurado reagir. Nos 4 a 1 foi surpreendido com a postura do jogador rival. Na semana passada, acabou jogando melhor porque sabia o que o esperava.

Gerson é muito talentoso e tem visão privilegiada de jogo. Na posição, é melhor do que Daniel Alves. Mas o veterano tem compensado na personalidade, no impressionante fome de títulos.

Desse confronto importantíssimo começará a sair o sobrevivente desta empolgante quartas de final da Copa do Brasil.

Apesar da vantagem inicial do São Paulo, graças à vitória no Maracanã, é impossível apostar, antecipar o clube classificado.

Esses quatro personagens terão papéis fundamentais.

Na alegria da classificação.

Na tristeza do fracasso...

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