Cosme Rímoli Bahia reintegra Ramírez. E instituto nega competência para leitura labial

Bahia reintegra Ramírez. E instituto nega competência para leitura labial

Para o clube nordestino, suas apurações, não mostraram injúria racial. Colombiano volta ao grupo e já poderá até jogar contra o Inter, domingo

Ramírez volta a treinar no Bahia. Para o clube não houve ofensa racista a Gerson

Ramírez volta a treinar no Bahia. Para o clube não houve ofensa racista a Gerson

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

O Bahia resolveu bancar a inocência de Ramírez.

O presidente do clube nordestino decidiu reintegrar o meia colombiano, afastado desde domingo, quando foi acusado por Gerson de racismo.

O meio-campista do Flamengo segue garantindo que Ramírez, em uma discussão, o decidiu atacá-lo apelando para a cor de sua pele.

"Cala a boca, negro", teria sido a frase usada pelo jogador, no domingo.

O clube carioca decidiu usar dois profissionais ligados ao Instituto Nacional de Educação de Surdos. E garantiu que Ramírez ofendeu também Bruno Henrique.

Com a seguinte frase: "Está falando muito, negro".

O Bahia refutou garantindo que 'nas suas apurações', Ramírez apenas perguntou ao atacante em tom irônico: "Está quanto, está quanto?", dizia, em relação à partida que o Bahia, na hora da discussão, vencia, não havia tomado a virada do Flamengo.

Além de anunciar a volta do meia, a direção do clube nordestino avisa que, daqui por diante, colocará cláusulas em todos os contratos contra o racismo, xenofobia e homofobia.

E, para dar maior respaldo ao retorno de Ramírez, aprovadíssimo pelo treinador Dado Cavalcanti, a direção do Bahia ganhou um grande trunfo.

O Instituto Nacional de Educação de Surdos garantiu que os dois profissionais que garantiram ao Flamengo a ofensa racista de Ramírez não representam a entidade.

"Embora pertencentes ao quadro de servidores da Instituição, em que ocupam o cargo de Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais, não o fizeram representando o Ines, mas sim de forma particular", diz a nota oficial.

E mais.

"O INES, a despeito de possível expertise que possa vir a ter qualquer um de seus servidores, não possui a competência para se manifestar sobre questões que requeiram habilidades de “leitura labial."

Para a direção do Flamengo, no entanto, nada mudou.

Tanto que a polícia segue investigando.

E ouvirá Ramírez e Mano Menezes sobre a acusação de injúria racial.

Enquanto isso, o colombiano já treina no Bahia.

Não recebeu qualquer punição esportiva.

Poderá até jogar contra o Internacional, no domingo...

Últimas