Cosme Rímoli Atlético Mineiro deu outra aula de futebol. O melhor time do país é dono da Tríplice Coroa

Atlético Mineiro deu outra aula de futebol. O melhor time do país é dono da Tríplice Coroa

A equipe não se intimidou diante das pancadas, cotoveladas do Athletico. No caldeirão da Arena da Baixada, o time de Cuca se impôs novamente. Venceu por 2 a 1. Bicampeão da Copa do Brasil

  • Cosme Rímoli | Do R7

O Atlético não se intimidou. E venceu novamente, na Arena da Baixada. Bicampeão

O Atlético não se intimidou. E venceu novamente, na Arena da Baixada. Bicampeão

Robson Mafra/Estadão Conteúdo - 15.12.2021

São Paulo, Brasil

Não há como negar. 2021 teve dono no Brasil. O Clube Atlético Mineiro. 

Campeão mineiro, semifinalista da Libertadores, eliminado invicto, bicampeão do Brasil e bicampeão da Copa do Brasil.

Hulk marcou 36 gols e ainda deu 14 assistências. Foi artilheiro do Brasileiro e da Copa do Brasil. Disparado o melhor jogador do país.

Cuca conseguiu domar os egos de jogadores valiosos, comprados a peso de ouro.

A química foi perfeita.

Depois da goleada, 4 a 0, que o Athletico tomou no Mineirão, a conquista do título ficou impossível. Já era do time de Cuca. Todos sabiam disso. Só que ninguém tinha a coragem de assumir.

Mas Alberto Valentim queria se manter no cargo. Ele sabia que outra partida apática, sem vibração, com seu time campeão da Sul-Americana submisso diante do Atlético Mineiro, significaria não renovação.

Sem ter condições técnicas para se equiparar ao rival, Valentim tratou de incendiar seu time. Fazer com que os atletas partissem para cima dos comandados de Cuca. Cada dividida era desculpa para provocações, xingamentos, tentativa óbvia de intimidação.

A torcida athleticana, que lotou a Arena da Baixada, fazia sua parte. Vibrava absurdamente em cada carrinho, empurrão, cotovelada dos jogadores do time paranaense. Havia muita raiva no ar, pela humilhação, no 4 a 0 do Mineirão.

Hulk foi o artilheiro da Copa do Brasil, do Brasileiro. 36 gols e 14 assistências. Ano fantástico

Hulk foi o artilheiro da Copa do Brasil, do Brasileiro. 36 gols e 14 assistências. Ano fantástico

ROBSON MAFRA/ESTADÃO CONTEÚDO - 15.12.2021

Anderson Daronco teve muito trabalho para conter os jogadores. O árbitro muitas vezes lembrava um juiz do UFC, empurrando os atletas para evitar brigas.

Diante dessa estratégia alucinada, misturando correria, intimidação e força física, o Atlético Mineiro tratou de atuar nos contragolpes em bloco, com a seleção de R$ 180 milhões montada por seus mecenas.

O grande desfalque do time mineiro era Diego Costa, outra vez, contundido. Já o Athletico não tinha Thiago Heleno, suspenso, e Nikão, contundido.

E foi em um contragolpe consciente que o Atlético Mineiro mostrou sua superioridade. Aos 24 minutos, Vargas descobriu Zaracho, que serviu Keno. O atacante, vivendo fase excelente, tocou com frieza para as redes de Santos. 1 a 0. 

O impossível ficava mais do que impossível. Ao Athletico sobrava seguir lutando, literalmente, por "sua honra". Porque o troféu da Copa do Brasil não conseguiria. Já tinha dono antes mesmo do começo da partida de hoje.

Ao Atlético Mineiro bastou ter calma para travar o ímpeto furioso do time paranaense.

No segundo tempo, o desenho tático do jogo não se alterou. Muita raiva, muita briga, do time de Valentim, mas o potencial do Atlético Mineiro se impunha. 

A prova veio, de novo, aos 30 minutos. Savarino deu um passe milimétrico, sensacional, para Hulk. O melhor jogador do Brasil em 2022 invadiu a área e tocou por cima do ótimo goleiro Santos. 

2 a 0, Atlético Mineiro.

Aos 42 minutos, os cruzamentos do Athletico finalmente deram certo. 

Atlético. Verdadeira seleção

Atlético. Verdadeira seleção

Atlético Mineiro

Janderson descontou, de cabeça.

2 a 1.

6 a 1, nos placares agregados das duas finais.

Na Copa do Brasil como no Brasileiro: bicampeão.

Com o Campeonato Mineiro, conquistada a Tríplice Coroa.

R$ 145 milhões em premiações.

Com toda justiça.

Foi, disparada, a melhor equipe deste país neste ano...

Campeão, Atlético-MG tem a maior média de público do Brasileirão

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas