Cosme Rímoli As lágrimas verdadeiras de Marinho. O orgulho do pai ao ver o filho com a camisa do Flamengo

As lágrimas verdadeiras de Marinho. O orgulho do pai ao ver o filho com a camisa do Flamengo

A apresentação de Marinho como jogador do Flamengo foi diferente. Com a presença do pai, Zé Carlos. Ambos choraram pelo fato de o atacante estar na Gávea

  • Cosme Rímoli | Do R7

Marinho não contém as lágrimas diante do seu pai, na apresentação como jogador do Fla

Marinho não contém as lágrimas diante do seu pai, na apresentação como jogador do Fla

Gilvan de Souza/Flamengo

São Paulo, Brasil

Não poderia ser mais emocionante.

A apresentação de Marinho no Flamengo foi tocante.

Em pleno mercado, cada vez mais capitalista, preocupado com dinheiro, tratando jogadores como objetos e clubes como bancos, o que fizeram o atacante e seu pai, Zé Carlos, fugiu completamente da rotina.

Muitas vezes, a alegada paixão de um pai de jogador quando este chega a um novo clube não passa de desculpa.

Mas desta vez é diferente.

Foi brilhante a ideia de Marinho, de que seu pai deixasse a minúscula Penedo, em Alagoas, e estivesse ao seu lado, no Flamengo, para vê-lo vestir oficialmente a camisa rubro-negra.

"Quero agradecer a Deus por estar aqui e receber o convite do meu filho. Não tenho palavras. Parece que a ficha caiu de eu estar aqui. Não dá nem para acreditar. Não esperava que acontecesse isso. Sempre pedi a ele que jogasse no time que eu mais amo, e chegou o momento."

"Teve um dia de um jogo entre Santos e Flamengo, e achei de dizer que torceria pelo Flamengo. Quando saiu um gol, eu pulei, e minha esposa não gostou. Foi para o quarto dormir, com raiva. Chegou o momento!"

"É uma grande honra", disse o pai, empolgado, também com a camisa do Flamengo.

Marinho, agora milionário, revelou a infância pobre. 

E como um passarinho mudou sua vida.

"Não tem como eu só falar do meu pai, tenho que falar da minha mãe também. Os dois sempre cuidaram muito disso. Mesmo sem ter condição de jogar no clube da cidade, que tinha que pagar, minha mãe na época não tinha muita condição."

"E tem a história do passarinho que eu tinha. Minha mãe me colocou um mês na escolinha, dizendo que era para brincar, e depois não teria condição. E eu não tinha chuteira. Acabei vendendo um passarinho por R$ 50, entrei no clube, passei um mês, e o professor Juquinha disse que a partir do mês seguinte não precisava mais pagar, que eu receberia uma bolsa. Foi muito bacana."

"Só agradecer ao meu pai e à minha mãe por todo o esforço que fizeram por mim."

A entrevista coletiva saiu totalmente do habitual.

Marinho só está no Flamengo graças à cobrança da promessa do presidente Andrés Rueda. Em 2020, Rueda jurou que, se o jogador ficasse até o fim da temporada anterior, o negociaria, se surgisse uma equipe na qual ele quisesse atuar. Por isso, Marinho deixou o Santos.

Marinho e seu pai celebram a chegada ao clube realmente 'do coração' da família

Marinho e seu pai celebram a chegada ao clube realmente 'do coração' da família

Gilvan de Souza/Flamengo

E ele não atuará com Paulo Sousa como pode parecer óbvio: substituindo Michael. Marinho tem tudo para ir além. Jogar como articulador, canhoto pela direita, atuando na posição do instável Everton Ribeiro.

Os salários do atacante na Gávea serão de R$ 600 mil. Com contrato de dois anos. O Santos, que recebeu R$ 7 milhões, ficou com 20% dos direitos do atacante.

O jogador de 31 anos está entusiasmado por trocar o Santos pelo Flamengo.

"Precisava dar um salto maior. Estava precisando de novos desafios. É um privilégio muito grande. Às vezes a gente abre mão de algumas coisas, mas, no coração, o que vale mais é a felicidade. Só gratidão mesmo por essa nação ter me abraçado. Espero fazer receber mais e mais desse carinho", disse emocionado.

Para orgulho do seu pai, Zé Carlos, com os olhos marejados...

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