Cosme Rímoli Abel e Dudu calaram técnico do Al-Ahly. Palmeiras na final do Mundial

Abel e Dudu calaram técnico do Al-Ahly. Palmeiras na final do Mundial

O Palmeiras não tomou conhecimento das bobagens ditas pelo técnico sul-africano Pitso Mosiname. Impôs-se pela tática e pelo talento diante do time egípcio. Vitória por 2 a 0. Está na final 

  • Cosme Rímoli | Do R7

Dudu. Assistência incrível. E gol marcado com personalidade, atitude. Desequilibrou o jogo

Dudu. Assistência incrível. E gol marcado com personalidade, atitude. Desequilibrou o jogo

Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, Brasil

"Vamos engolir o Palmeiras. Eles não gostam da bola. Só querem saber de contragolpes. Vamos mostrar à Fifa que os africanos são melhores que os sul-americanos e devem entrar nas semifinais."

Abel Ferreira fez Pitso Mosiname pagar caro pelas bobagens que disse antes da semifinal do Mundial de Clubes.

Mostrando estratégia, personalidade e talento, o Palmeiras está na final do Mundial de Clubes de 2021. Venceu por 2 a 0, gols de Raphael Veiga e, o melhor em campo, Dudu.

A final será sábado, diante do Chelsea ou do Al-Hilal, que jogam amanhã, nos Emirados.

O Al-Ahly foi envolvido taticamente pelo time brasileiro, e o falastrão sul-africano conheceu, da pior maneira possível, o que é ter Dudu como adversário. 

O atacante não estava no Mundial de 2020, quando o Al-Ahly derrotou o time de Abel nos pênaltis e foi terceiro colocado.

Foi ele quem consolidou a superioridade tática e técnica do time brasileiro, desde os primeiros minutos de partida. O treinador português fez exatamente o contrário do ano passado. Com a linha de três zagueiros – daí a importância de Piquerez –, ele distribuiu seis jogadores a partir da intermediária egípcia, com Rony como referência.

O Palmeiras encaixou a marcação, não permitiu a saída de bola africana. Sufocou o Al-Ahly. Foram várias as vezes em que, desesperados, os egípcios apelaram para os chutões. Foi um fracasso repetir a mesma estratégia usada contra o Monterrey.

Pitso não conseguiu compactar seu time para sair em velocidade nos contragolpes. 

O Palmeiras não tomava sustos por conta da pressão incrível de seus jogadores, transformando o Al-Ahly em mero time pequeno, minúsculo. 

A rapidez no toque de bola palmeirense era impressionante, muito bem treinada.

E graças a ela saiu o primeiro gol, que surgiu em uma roubada de bola decisiva, treinada.

Gustavo Scarpa apertou a saída de bola, ela sobrou para Zé Rafael, que entregou para Piquerez. O uruguaio tocou para Danilo. O jovem volante serviu Dudu, que deu um toque genial para Raphael Veiga, que corria por trás da zaga. Ele chegou livre diante do bom goleiro Ali Lofti. O chute de direita, que não é sua perna de arremate, foi cruzado, indefensável.

Raphael Veiga bateu forte, cruzado. Finalizou para as redes a ótima assistência de Dudu

Raphael Veiga bateu forte, cruzado. Finalizou para as redes a ótima assistência de Dudu

REUTERS/Suhaib Salem

Palmeiras 1 a 0, aos 39 minutos do primeiro tempo. 

O gol mexeu com o lado tático do Al-Ahly. Não havia tempo a perder, e Pitso teve de abrir seu time, sonhando com o empate no início do segundo tempo. Só que era exatamente o que Abel Ferreira esperava.

O Palmeiras encontraria mais espaço na intermediária, ideal para usar os velocistas no ataque. 
E logo aos três minutos a partida estava decidida.

Rony tocou para Piquerez na intermediária. Dele, o passe rápido para Raphael Veiga. E com muita visão de jogo, e com a movimentação do ataque palmeirense mais do que treinada, o meia sabia que encontraria Dudu descendo, correndo pela direita.

Com a bola dominada, e com muita personalidade, ele invadiu a grande área e acertou um chute fortíssimo, cruzado, pelo alto. Indefensável para Ali Lofti. 2 a 0, mais do que justo.

Ficou explícita a diferença entre o Palmeiras do Mundial de 2020 e o de hoje. 

Ela tem nome: Dudu.

O segundo gol, decisivo, com muita personalidade e talento de Dudu. Palmeiras na final

O segundo gol, decisivo, com muita personalidade e talento de Dudu. Palmeiras na final

REUTERS/Suhaib Salem

Depois de estar perdendo por 2 a 0, o Al-Ahly partiu no desespero. Encontrou o Palmeiras muito bem postado, distribuído com consciência para suportar a pressão. Tanto foi assim que Abel Ferreira tirou Dudu e Raphael Veiga aos 32 minutos do segundo tempo. A fim de poupá-los para a final do Mundial, no próximo sábado.

Os egípcios foram perdendo os nervos.

Até seu experiente capitão, Ashraf, deu uma entrada desleal em Rony. Acertou o pontapé com o jogador palmeirense de costas. Foi expulso.

O time de Abel Ferreira diminuiu o ritmo de jogo.

Queria ganhar fôlego para a decisão do título.

O Al-Ahly, com muita coragem, obrigou Weverton a mostrar por que é o melhor goleiro do país e injustiçado na seleção.

E o Palmeiras venceu.

Vai decidir seu sonhado Mundial.

Calou a boca de Pitsu Mosimane.

E os africanos não estarão na semifinal do próximo Mundial...

Confira fotos de Palmeiras e Al-Ahly pela semifinal do Mundial

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas