A dramática luta de Galvão Bueno para tentar transmitir a 14ª Copa. Aos 75 anos, está internado pela segunda vez em 40 dias. Estado ‘inspira cuidados’
Narrador passou mal ontem e foi internado às pressas na Santa Casa de Londrina. Em novembro, ele teve uma forte pneumonia e ficou internado em São Paulo. Em 2019, infarto. Segundo a imprensa paranaense, seu estado ‘inspira cuidados’
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“Não há ninguém na história do mundo que tenha narrado 14 Copas do Mundo.
“Eu já fui homenageado pela Fifa na última por 13. Agora não precisa de homenagem não, mas são 14 Copas do Mundo. Não existe quem tenha feito isso.
“Eu vou fazer.”
Foi assim que o narrador de 75 anos se despediu da Band.
Amigos próximos, como Mauro Naves e Casagrande, sabem dessa obsessão de Galvão.
Ele nunca assimilou a dispensa da TV Globo.
A cúpula da emissora carioca, que passou por profunda reformulação, decidiu rejuvenescer o seu jornalismo como um todo. Principalmente o esportivo.
Ele entrou na Globo em 1981. A nova chefia do jornalismo esportivo decidiu que seu contrato não seria renovado depois da Copa do Mundo de 2022.
O desgaste da idade foi o principal motivo, garantem jornalistas da emissora carioca, em off.
A potência da voz decaiu, e muito, nos últimos anos de transmissão.
O infarto que sofreu no Peru, que o afastou da final da Libertadores, entre Flamengo e River Plate, em 2019, foi o grande alerta.
Desde as transmissões de Galvão se tornaram menos potentes. A voz grave já não era tão forte. Inteligente, ele conversava mais e transmitia menos. O grito de gol, sua marca registrada, desafinava, não passava a emoção, que ele tanto se orgulhava.
Foi decidida a saída.
Para não ficar tão pesada, desrespeitosa, houve ainda um questionamento, da direção a Galvão.
Ele revelou qual foi para a Folha de São Paulo.
“Achei isso um pouco de desaforo, deselegância. Eu ter que apresentar algum projeto depois de 40 anos na casa? Eu respondi: ‘Sim, tenho um projeto. Ir embora.’”

A situação teria acontecido após a Copa do Mundo do Catar. Mas Galvão voltou para participar das transmissões da Olimpíada de 2024, em Paris.
Mas aí, Luiz Roberto já havia se transformado no principal narrador da emissora.
Galvão assinou contrato de três anos com a Amazon, para transmitir jogos pelo streaming Prime Vídeo.
Levou para a Band seu programa ‘Bem, Amigos’.
Mas se despediu, depois que recebeu a proposta de transmitir a Copa do Mundo pelo SBT.
O discurso de despedida foi emocionante.
“Eu comecei a ser narrador aqui. Eu era comentarista de rádio na Gazeta e me contrataram para ser narrador na formação da Rede Bandeirantes e fui pro Rio.
“Depois vim pra São Paulo e fiquei até 1981, quando fui para a Globo, onde fiquei por 43 anos.
“Mas não posso deixar de transmitir minha 14ª Copa.”
O comando do SBT avaliou a idade de Galvão.
Seu estado de saúde, muito fragilizado.
Ele garantiu que estaria bem na competição.
Faria de tudo para estar nos Estados Unidos.
A aposta foi feita, pela história marcante do narrador na televisão do Brasil.
A previsão é que ele começasse na emissora a partir de janeiro.
Mas não há agora a menor confirmação.
Foi liberado para só começar a trabalhar quando estiver bem.
Saudável.
Capaz de manter a imagem firme que construiu por décadas.
Leve o tempo que for.
Em novembro, Galvão Bueno enfrentou uma forte pneumonia viral. Ficou sete dias internado no hospital Sírio Libanês.
A família e a Santa Casa de Londrina não revelaram a causa atual do seu mal estar, que levou à internação.
O máximo que foi revelado a jornalistas paranaenses é que o estado geral do narrador ‘inspira cuidados’.
Amigos de Galvão garantiram ao blog, hoje, em pleno Natal.
“Ele vai se recuperar. E ele vai para a Copa dos Estados Unidos.
“É o seu último grande sonho como narrador...”














