A derrocada do Botafogo. De campeão em 2024 a eliminado da pré-Libertadores. Torcida não perdoa. O coro no Nilton Santos: ‘Time sem vergonha’
Gestão caótica de John Textor, dono da SAF do clube carioca, é a responsável pela queda assustadora. O clube deve R$ 1,7 bilhão. Não tem um time confiável. Foi eliminado ontem pelo Barcelona de Guayaquil, na Pré-Libertadores
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‘Vergonhaaaa, time sem vergonha...’
Foi com esse coro que os jogadores do Botafogo deixaram ontem o estádio Nilton Santos.
Eliminados da Libertadores pelo Barcelona, de Guayaquil, do Equador, derrotados por 1 a 0.
A partida valeu pela pré-Libertadores.
No dia 30 de novembro de 2024, o Botafogo conseguia o seu primeiro título da Libertadores.
9 de dezembro de 2024 foi a data que o clube acabou com o tabu de 29 anos.
E voltou a vencer o Brasileiro.
John Textor personalizava a vitória do capitalismo, o dinheiro chegou e transformou General Severiano em um local de comemorações de títulos.
10 de março de 2026.
O Botafogo é eliminado da pré-Libertadores, derrotado pelo Barcelona de Guayaquil, por 1 a 0, em pleno estádio Nilton Santos.
Com os torcedores vaiando o time.
E xingando muito Textor.
O que aconteceu nestes 15 meses?
Uma reformulação absurda promovida pelo norte-americano, dono da SAF. O entra e sai de atletas foi impressionante e só buscando negociações lucrativas, sem a menor preocupação em deixar ao menos uma base forte. 34 atletas saíram do clube. O desmanche foi frenético.
John (Nottingham Forest), Gatito Fernández (Cerro Porteño), Igo Gabriel (Figueirense), Démien Suárez (Peñarol), Adryelson (Al Wasl),
Lucas Halter (Vitória), Luis Segovia (CRB), Hugo (Al Wasl), Cuiabano (Vasco), Deivid Richard (Avaí), Gregore (Al-Rayyan), Danilo Barbosa (Al-Ula), Kayke (Bany Yas), Tchê Tchê (Vasco), Patrick de Paula (Remo), Kauê (Porto B), Thiago Almada (Atlético de Madrid), Eduardo (Cruzeiro),
Óscar Romero (Internacional), Raí (Volta Redonda), Jacob Montes (Brussels), Luiz Henique (Zenit), Carlos Alberto (Cuiabá), Emerson Urso (Vila Nova), Victor Sá (Krasnodar), Diego Hernández (Remo), Yarlen (Tondela),
Fabiano (Karpat Lviv), Tiquinho Soares (Santos), Igor Jesus (Nottingham Forest), Janderson (Göztep), Matheus Nascimento (LA Galaxi). Júnior Santos foi para o Atlético Mineiro e voltou.

Artur Jorge foi embora. Renato Paiva o substituiu como técnico. Depois, veio Davide Ancelotti. E agora, quem comandou o time ontem, que não conseguiu nem chegar à fase de grupos da Libertadores, foi o argentino Martín Anselmi.
O grande problema é que Textor se perdeu. A SAF e o clube social do Botafogo acumulam dívidas de R$ 1,7 bilhão. Por pura falta de gestão profissional de qualidade. O clube ficou devendo para o Atlanta United, pela compra de Almada.
Foi processado na Fifa. Ficou impedido de contratar até resolver a questão, no dia 6 de fevereiro. Não pôde, portanto, inscrever Medina, Edenílson e Ferraresi para a partida de ontem.
A torcida que exaltava Textor, o xingou muito ontem, no Nilton Santos.
Ele controla o grupo Eagle que está na administração do Botafogo, o Lyon, e o RWD Molenbeek, da Bélgica.
Um coro cruel ‘premiou’ a equipe que o norte-americano montou para 2026, eliminado nas quartas do Carioca e que caiu na pré-Libertadores.
“Vergonha... Time sem vergonha...”












