A constrangedora demora da Polícia. Ralf dirigia o carro?

Cinco dias se passaram. Digitais da direção e imagens do automóvel pelas ruas foram recolhidas. Por que a demora em divulgar quem atropelou idoso?

Ralf posando para a foto com o idoso atropelado. Quem estava dirigindo o carro?

Ralf posando para a foto com o idoso atropelado. Quem estava dirigindo o carro?

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

Uma das maiores queixas da população brasileira é a morosidade, a demora da justiça brasileira.

Desde que um crime é cometido, a investigação, o julgamento, os recursos só estimulam novos delitos.

A sensação de impunidade é revoltante.

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O que está acontecendo no caso de Ralf, volante do Corinthians.

Ele estava em um carro de luxo que, em alta velocidade, derrubou um ponto de ônibus, atropelou Alicio de Castro, idoso de 68 anos, quebrando sua perna direita e um dedo da mão direita.

Em seguida, o automóvel seguiu veloz, desgovernado, até invadir uma residência, derrubando dois portões e indo parar na escada.

O motivo seria estar fugindo de uma motocicleta que perseguiria o carro. Na primmeira versão, dada no sábado de manhã, seriam duas motos.

Ralf foi retirado do local cambaleante, não se sabe se tonto por conta do acidente ou embriagado.

Foi retirado da cena do acidente por um segurança, já que, reconhecido, começou a ser xingado por populares que viram Alicio atropelado e os portões arrebentados da casa que o carro invadiu.  O segurança parecia estar armado pelas imagens de vídeos.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, deu entrevistas, na madrugada de sábado, dizendo que 'tudo estava bem com o jogador", mas que ele estava 'apavorado'.

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Tudo isso aconteceu na noite da sexta-feira, dia 11 de outubro.

A Polícia foi acionada e começou a investigação imediatamente.

No Boletim de Ocorrência, só a confirmação que o segurança de Ralf estava embriagado. E que ele estaria no banco de passageiro. Mas não há a certeza sobre quem estava ao volante.

"No banco do passageiro, um segurança, de 44 anos, estava visivelmente embriagado. Ele fez o teste do bafômetro que constatou positivo para o consumo de álcool. Não foi possível verificar quem estava dirigindo", estava registrado no boletim.

A pergunta mais óbvia não deveria ser difícil de responder.

"Quem estava dirigindo o carro?"

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A pessoa que estava ao volante foi a responsável pelo crime, atropelamento, e invasão da casa.

Ralf, seu pai, seu irmão e um segurança estavam no carro.

A Polícia avisava ainda no sábado que recolheria as imagens das câmeras desde o bar, onde o grupo estava, até de ruas próximas ao acidente.

O estado que ficou o carro do jogador. Estava em alta velocidade

O estado que ficou o carro do jogador. Estava em alta velocidade

Reprodução/Record TV

E verificar se existia mesmo uma moto perseguindo o automóvel.

Missão a cargo do DIPOL (Departamento de Inteligência Policial).

E o IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt) faria o recolhimento das impressões digitais do volante.

Só que até nesta quarta-feira, cinco dias após o acidente, nada foi divulgado pela Polícia.

A missão não é nada difícil.

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Principalmente em relação ao volante.

Comparar as digitais de quatro pessoas.

O Santa Fé de Ralf tem os vidros escuros nas laterais, isso pode atrapalhar, mas não pela frente, onde o vidro é claro.

O dono do bar, frequentado pelo atleta, garante que o grupo bebeu cerveja.

Menos Ralf.

Enquanto a Polícia não divulga o resultado da perícia, Ralf arcou com os estragos que o carro fez na casa na rua Marechal Barbacena, na Água Rasa, Zona Leste, de São Paulo.

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E também assumiu a recuperação de Alicio. Transferiu o idoso de um hospital público para um particular. Fez questão de tirar foto com ele e com a família.

De maneira muito estranha, os familiares de Alicio não querem dar entrevista sobre o acidente.

Ralf saindo rapidamente do local do acidente. Cambaleante

Ralf saindo rapidamente do local do acidente. Cambaleante

Reprodução/Twitter

Não se sabe se Ralf dará uma compensação financeira a Alicio pelo atropelamento.

O jogador, sem condições psicológicas, não atuou no clássico contra o São Paulo, no domingo.

Mas já estará em campo hoje, contra o Goiás.

A Polícia já ouviu Ralf e quer ouvir outras testemunhas.

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Enquanto isso, ninguém foi oficialmente acusado.

O volante disse que o segurança estava dirigindo.

E que não estava embriagado.

Mas a Polícia não confirma.

Carro só parou na escada da casa invadida. Sorte não ter atingido outras pessoas

Carro só parou na escada da casa invadida. Sorte não ter atingido outras pessoas

Reprodução/Twitter

A situação é constrangedora.

Até para o jogador.

O caso é exemplar.

Envolve alguém público.

Atleta de um clube poderoso, bilionário.

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O desconforto é geral.

E provocado pela morosidade da polícia.

As perguntas são simples.

Quem estava dirigindo o carro?

Quem atropelou Alicio de Castro?

Por que tanta demora?

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