PSG pagou R$ 1 bilhão por 'meio' Neymar. 50% dos jogos fora

Os números de Neymar assustaram interessados no brasileiro. Inclusive o Barcelona. Ele ficou metade das partidas fora desde que chegou a Paris

Neymar. Farra até com muletas. Enquanto isso, o PSG fica sem o brasileiro

Neymar. Farra até com muletas. Enquanto isso, o PSG fica sem o brasileiro

Reprodução/Instagram

São Paulo, Brasil

63 partidas.

55 gols.

16 assistências. 

Números impressionantes.

Dois Campeonatos Franceses, uma Copa da França, uma Supercopa da França e uma Copa da Liga Francesa.

Só que a contabilidade, que interessa para que os grandes clubes da Europa fiquem cada vez mais longe de Neymar, é outra.

São 61 partidas fora desde que foi contratado por 222 milhões de euros, atual R$ 1 bilhão.

E com a certeza de que ficará pelo menos mais seis jogos fora, graças ao novo estiramento na coxa esquerda, no amistoso entre Brasil e Nigéria.

Não enfrentará Nice, Olympique de Marselha, Dijon e Brest pelo Francês. E as duas partidas com o Brugge pela Champions League.

Deverão ser 67 jogos fora. 

O PSG comprou e só usou 'meio Neymar'.

O atleta a caminho dos 28 anos se mostrou um péssimo negócio pela perspectiva francesa, que era a conquista da Champions League e ter o melhor jogador do mundo.

A ausência do ataque tem várias explicações 52 jogos por lesões, oito por suspensão e um por conta de problemas burocráticos. E, muito provavelmente, estará fora dos próximos seis.

Só foi liberado pelo PSG para a Seleção, em datas-Fifa.

Neymar teve duas fraturas no quinto metatarso do pé direito. Romper duas vezes o mesmo osso é péssimo para qualquer jogador.

Além disso, fraturou a terceira vértebra lombar na Copa de 2014.

Rompeu ligamentos do tornozelo direito, teve três estiramentos no músculo adutor da coxa esquerda, sua perna de arranque, entorses, desconfortos.

Neymar é um atleta frágil fisicamente.

Tem 65 quilos para 1m75.

Dançando 'até o chão' dias depois de tirar a proteção pela segunda fratura

Dançando 'até o chão' dias depois de tirar a proteção pela segunda fratura

Reprodução/Instagram

E, desde que chegou ao PSG, em 2017, decidiu aproveitar ao máximo seus momentos de folgas.

Frequenta farras que começam no final da noite e terminam no início da manhã.

Passou a beber vinho e cerveja.

Fez questão de ser visto dançando, em baladas, em pleno tratamento de recuperação das duas fraturas. Na primeira, com direito a muletas para o ar.

Na segunda, dias após o final da imobilização do pé direito, ele estava dançando 'até o chão' no Carnaval.

Neymar, de cadeira de rodas, com o humorista Whindersson Nunes

Neymar, de cadeira de rodas, com o humorista Whindersson Nunes

Reprodução/Instagram

Suas simulações na Copa de 2018.

Os chiliques com os árbitros.

A decadência na briga por ser o melhor do mundo.

Os fracassos com o PSG nas Champions.

A acusação de estupro e agressão.

Os tapas que tomou no rosto da modelo Najila Trindade.

A revelação que pagou  viagem e hospedagem em Paris, para que pudessem ter relações sexuais.

Tudo isso foi péssimo para Neymar.

Mas dirigentes do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester City, da Juventus, do Bayern de Munique, do Manchester United, do Chelsea, Arsenal, Liverpool, levam em consideração dados indiscutíveis.

Os comandantes dos clubes mais ricos do mundo sabem.

Desde agosto de 2017, ele mal conseguiu atuar na metade das partidas do PSG.

O que é algo inaceitável como negócio.

O prejuízo técnico se junta ao desânimo do torcedor ao saber que o astro brasileiro não estará defendendo o PSG.

Na principal janela de 2019, no meio do ano, o clube francês pediu ao Barcelona, o que pagou pelo brasileiro, os mesmos 222 milhões de euros, R$ 1 bilhão.

Mais um mês sem jogar pelo PSG. Situação lastimável para o clube francês

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Mowa Press

Os catalães não quiseram nem saber.

O preço estava aberto a qualquer interessado.

Não houve nenhum clube.

A desvalorização de Neymar é impressionante.

E não é mais aleatória, subjetiva.

Ele não defendeu o PSG na metade dos jogos que poderia.

Absurdo, inviável, inaceitável.

Por isso, cada vez maior o desalento dos franceses com o brasileiro.

A imprensa de Paris é unânime.

Não valeu a pena o altíssimo investimento...

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