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Silvio Lancellotti Copa 2018
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Dia 8: França e Croácia nas oitavas, e a Argentina quase fora desta Copa

No Grupo C, enquanto os "Bleus" agarram uma vaga, a Dinamarca mantém as suas chances. No D, saúde à "Vatreni" e boas as perspectivas da Islândia.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Luca Modric da Croácia, o craque da rodada
Luca Modric da Croácia, o craque da rodada Luca Modric da Croácia, o craque da rodada

Dentre as Gostosas maravilhas que uma Copa do Mundo propicia se incluem determinadas coincidências absolutamente inimagináveis, mesmo quando o sorteio das seleções de cada chave estabelece os seus emparceiramentos e também a ordem cronológica dos seus combates. É. Quem poderia esperar que a Argentina entraria na segunda rodada do Grupo D ameaçada por uma eliminação precoce? E quem poderia apostar que, na dependência dos seus dois resultados deste dia 21 de Junho, os quatro componentes do Grupo C talvez rumassem à terceira rodada perigosamente engalfinhados?

Jorgensen, o melhor da Dinamarca
Jorgensen, o melhor da Dinamarca Jorgensen, o melhor da Dinamarca

O primeiro jogo, de certa maneira, apontou um caminho. Na Arena de Samara, ameaçada pela chuva que caíra na madrugada anterior, diante de uma Austrália já derrotada pela França, a Dinamarca defendeu os 3 pontos que havia conquistado anteriormente ao Peru – e não escapuliu de um medíocre empacamento de 1 X 1. Pior, ainda saiu à frente logo aos 7’, numa triangulação belíssima com Nicolai Jorgensen, que o astro Eriksen arrematou fria e precisamente de voleio, e de perna esquerda.

O exato momento do toque de mão de Yurary Poulsen
O exato momento do toque de mão de Yurary Poulsen O exato momento do toque de mão de Yurary Poulsen

Então, a “Dynamite” desperdiçou ao menos três ótimas oportunidades de matar o jogo. E, aos 83’, claudicou. Num cruzamento alto sobre a sua área, vários atletas seus e diversos rivais dos “Socceroos” saltaram à procura da bola e Leckie testou rumo ao arco de Kasper Schmeichel, o filho do antológico Peter. De braços abertos em relação ao seu torso, Yurary Poulsen desviou. Com a visão atrapalhada, Antonio Mateu, o árbitro da Espanha,recorreu recorreu ao VAR, coordenado por Mark Geiger, dos EUA. Confirmado. Penal.

Jedinak, mais um penal em favor da Austrália
Jedinak, mais um penal em favor da Austrália Jedinak, mais um penal em favor da Austrália

O barbudíssimo Jedinak converteu , 1 X 1, e manteve a sua seleção ainda viva na competição, ao menos até o cotejo seguinte, França X Peru. Foi o segundo penal que Yurary Paulsen cometeu. Acertadamente, Mateu optou pela não intencionalidade e lhe exibiu apenas um cartão amarelo que, de todo modo, vai retirá-lo do derradeira porfia da sua equipe, na fase de chaves, contra a França. Quanto a Jedinak, subiu a dois os seus tentos na Copa.

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Atrás da bola, Mbappé, o melhor da França
Atrás da bola, Mbappé, o melhor da França Atrás da bola, Mbappé, o melhor da França

Claro, sem a dúvida mais escassa, o placar de Dinamarca X Austrália afetou crucialmente a preparação psicológica que Didier Deschamps e Ricardo Gareca ministraram aos seus pupilos de França e de Peru. A caminho da Arena de Ekaterinburg, os “Bleus” souberam que o empate, talvez, já lhes valesse a qualificação. Aos “Incas” só um triunfo seria de fato conveniente. E se atiraram ao ataque, também empenhados na quebra de um tabu.

Mbappé escora, França 1 X 0
Mbappé escora, França 1 X 0 Mbappé escora, França 1 X 0

Impressionante, os torcedores do Peru encheram cerca de 2/3 dos 33.081 lugares da Ekaterinburg Arena, a sonhar com o primeira vitória da sua seleção numa Copa desde os 4 X 1 sobre o Irã em 1978. Mas, caberia aos “Bleus” a inauguração do placar. Criticadíssimo pela mídia de sua pátria por não utilizar, nos 2 X 1 do jogo de estreia com a Austrália, o seu tridente (Kylian Mbappé, Olivier Giroud e Antoine Griezmann), responsável por 50% dos seus 18 gols nas eliminatórias, Didier Deschamps obedeceu e, aos 34’, na sua primeira contra-ofensiva, Giroud bateu meio prensado, a bola desviou em Rodriguez, encobriu o arqueiro Gallese, impotente, e Mbappé apenas escorou, 1 X 0.

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Guerrero, um colecionador de desperdícios
Guerrero, um colecionador de desperdícios Guerrero, um colecionador de desperdícios

Na cota dos 6 pontos, matematicamente a França garantiu a sua vaga nas oitavas. Não garantiu, porém, a liderança do Grupo C. A Dinamarca alcançou os 4 pontos e, agora, depende do seu confronto direto, “Bleus” X “Dynamite” na Arena Luzhniki de Moscou, dia 26. A Austrália segue três pontos atrás da Dinamarca. Precisa sobrepujar o Peru no mesmo dia 26, no Fisht Stadium de Sochi e fantasiar a derrota da Dinamarca. Difícil, porém não impossível.

Maradona, 25 anos depois de se despedir da "Albiceleste" na Europa
Maradona, 25 anos depois de se despedir da "Albiceleste" na Europa Maradona, 25 anos depois de se despedir da "Albiceleste" na Europa

Enfim, no Grupo C, aconteceu o duelo que prenunciava o maior drama da jornada. No Nizhny Novgorod a Argentina, um mero ponto, consequência do seu empate improvável com a Islândia, necessitava se resgatar diante da Croácia, proveniente de um passeio de 2 X 0, sobre a insinuante Nigéria. Adversário peculiar a “Vatreni”, ou “Ardente”, no currículo da “Albiceleste”. Foi contra a Croácia que, em Junho de 1994, Maradona disputou o seu cotejo derradeiro pela seleção em campos da Europa. Foi contra a Croácia que, em Março de 2006, Lionel Messi anotou o seu primeiro gol por sua pátria.

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Sampaoli
Sampaoli Sampaoli

Como o gaulês Deschamps, Jorge Sampaoli, o treinador platino, atravessou a semana pressionadérrimo pela mídia invariavelmente clubística da sua terra. Em especial, após o empate chocante com a Islândia, 1 X 1, houve inclusive quem exigisse a sua cabeça. E Sampaoli respondeu com a escalação de um onze bem ofensivo frente a Croácia, um audacioso sistema 3-4-3. Sim, pressionou bastante a meta de Subasic. Mas, compensação ao contrário, a sua defesa, que já amedrontava, se tornou ainda mais penetrável nos seus dois lados, suscetíveis aos lançamentos do excepcional Modric.

Caballero, uma falha horrorosa
Caballero, uma falha horrorosa Caballero, uma falha horrorosa

Habitualmente engalanada com o seu fardamento todo de quadrados em vermelho e branco, desta vez a “Vatreni” se vestiu com um negro soturno e enfeitado de roxo. Cor de velório ou de missa-de-sétimo-dia. Aos 53’, porém, a Croácia ressuscitou o seu espírito “Ardente” e induziu o arqueiro Caballero, fraquíssimo por natureza, à pixotada da história da “Albiceleste”. Ao tentar a reposição de uma bola atrasada, horrorosamente chutou fraco e para o alto, essencialmente no pé direito de Rebic, que fuzilou, 1 X 0. Os primeiros acordes de um réqueim para o lamentável Sampaoli.

O petardo delicioso de Modric, 2 X 0
O petardo delicioso de Modric, 2 X 0 O petardo delicioso de Modric, 2 X 0

A Argentina vasculhou os seus arcanos atrás da chance de uma reação. Atabalhoadamente. Atrasado, quase à beira de uma autoflagelação, o treinador da “Albiceleste” remeteu ao gramado Higuaín e Dybala, heptacampeões com a Juventus de Turim. Inutilidade protocolar. Aos 80’ o excepcional Luca Modric se desvencilhou da marcação de Otamendi e registrou um gol delicioso, de curva, no canto. Nos acréscimos, Rakitic e Kovacik literalmente, e humilhantemente, brincaram à frente de Caballero, até a finalização de Rakitic, 3 X 0. Croácia nas oitavas. E a “Albiceleste” à espera de um milagre. Caso a Islândia vença a Nigéria nesta sexta, 22, por 1 X 0, estabelecerá uma diferença de 3 pontos e de 4 tentos sobre esta pobre seleção da Argentina. E o Lionel Messi? Êpa, falei o nome dele...

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