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Silvio Lancellotti Copa 2018
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Dia 13: com drama, até o final, a Argentina vence e se classifica

Já garantida a Croácia, que superou a Islândia, na mediocridade de um jogo que nem existiu, o único 0 X 0, a França X Dinamarca seguem adiante

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Argentina 2 X 1, o alívio de Rojo e Messi
Argentina 2 X 1, o alívio de Rojo e Messi Argentina 2 X 1, o alívio de Rojo e Messi

Até então quatro jogos. Oito seleções. Duas delas já garantidas nas oitavas-de-final: a França do Grupo C e a Croácia do Grupo D. Cinco ainda com chances de classificação: a Austrália e a Dinamarca no C; a Nigéria, a Argentina e a Islândia no D. Eliminado, matematicamente, apenas o Peru, no C. Depois de 36 cotejos e de 97 tentos, média de 2,69, continuaria nesta terça, dia 26 de Junho, a última rodada do acesso aos mata-matas fatídicos da Rússia/2008.

Nas tribunas, a explosão de Maradona
Nas tribunas, a explosão de Maradona Nas tribunas, a explosão de Maradona

No Grupo C, a Austrália compulsoriamente necessitava bater o já descartado Peru e torcer para que a Dinamarca perdesse da França por no mínimo dois tentos de folga. No D, bastava à Nigéria sobrepujar, quem diria, a sempre favorita Argentina. A Argentina, por sua vez, precisava bater a Nigéria e torcer para que a Islândia não vencesse a Croácia por uma diferença de tentos maior. E assim em diante, com mais de meia-dúzia de permutações.

Na Rússia, a juventude da Austrália...
Na Rússia, a juventude da Austrália... Na Rússia, a juventude da Austrália...

Nos entremeios de tanta complexidade, ainda pairavam questões paralelas, como as definições das posições em cada Grupo, visto que nas oitavas se cruzarão os líderes e os vices de cada qual. Num resumo, a jornada da terça talvez se desenvolvesse muito mais nervosa e empolgante até que a da segunda. Não aconteceram fulgores, porém, nos cotejos da manhã, cá no Brasil. No Fisht de Sochi, com 44.287 lugares, os “Socceroos” contra os “Incas”. No Luzhniki de Moscou, de 78.011, a “Dynamachine” contra “Les Bleus”.

...e os marmanjos da Islândia
...e os marmanjos da Islândia ...e os marmanjos da Islândia

Para o desalento da torcida da Áustrália, depressa ficou bem claro que a Dinamarca e a França não se dispunham a correr perigos em sua peleja, os riscos de suspensões e, pior ainda, de sérias lesões. Enquanto, em Sochi, o ressuscitado Peru destruía a fantasia de qualificação dos “Socceroos”, um triunfo inútil por 2 X 0, tentos de Carrillo e de Paolo Guerrero, o prélio da capital se arrastava, triste, desrespeitosa e mediocremente.

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Guerrero, Peru 2 X 0
Guerrero, Peru 2 X 0 Guerrero, Peru 2 X 0

Com um óbvio 0 X 0, resultado de serventia mútua, foi debaixo de apupos, de vaias e de reclamações barulhentas, que se arrastaram, lamentavelmente, os 15’ derradeiros. Até mesmo o árbitro Sandro Meira Ricci, brasileiro, se resignou diante de tanta inutilidade. Exibiu um solitário cartão amarelo no jogo inteirinho e agregou meros 180’ de acréscimos ao tempo regulamentar. Enfim na peleja de número 38, o primeiro placar nulo da Copa.

Gernot Rohr
Gernot Rohr Gernot Rohr

Historicamente, era absoluta a prevalência da Argentina sobre a Nigéria. Nas suas quatro pelejas anteriores diante das “Águias Verdes”, quatro sucessos da “Albiceleste” e 7 X 3 nos tentos. Mas, embora o mais jovem da Copa, o elenco do alemão Gernot Rohr, tenso na estreia contra a Croácia, 0 X 2, embalou ao superar a Islândia, 2 X 0, na sua pugna seguinte. E não teve medo da rival que pegaria no estádio de São Petersburgo e seus 64.468 lugares.

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Em flagrante, Sampaoli e Mascherano confabulam
Em flagrante, Sampaoli e Mascherano confabulam Em flagrante, Sampaoli e Mascherano confabulam

De fato, parecia mesmo implausível que os pupilos de Rohr se assustassem antecipadamente com uma turba de atletas atordoados, desunidos e sem a menor confiança no seu próprio treinador, o atarantado Jorge Sampaoli. Tanto que foi por intermédio de Javier Mascherano, repentinamente no papel de porta-voz do elenco, que a mídia platina soube de suas diversas mudanças de postura e de escalação para o prélio contra a Nigéria. As modificações que calcinaram o pobre arqueiro Caballero, um ridicularizado responsável, na derrota para a Croácia, 0 X 3, por uma pixotada estratosférica.

Islândia X Croácia, Bjarnasson e Modric
Islândia X Croácia, Bjarnasson e Modric Islândia X Croácia, Bjarnasson e Modric

Enquanto isso, duas lógicas razões ainda sustentavam as esperanças da Islândia, mesmo jejuna na competição. Nas eliminatórias da Europa, os seus “Strákarnir Okkar”, ou os “Nossos Rapazes”, tinham vencido a “Vatreni”, ou a “Ardente” da Croácia, por 1 X 0, e ficado dois pontos adiante, no Grupo I. Além disso, convenientemente cauteloso, o treinador Zlatko Dalic havia optado por propiciar um merecido repouso a alguns dos seus astros fundamentais, como Lovren, Mandzukic e Rakitic. Afinal, já era sua o primeira colocação.

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Messi, Argentina 1 X 0
Messi, Argentina 1 X 0 Messi, Argentina 1 X 0

Saiu em São Petersburgo o gol que inaugurou a batalha dupla do Grupo D. Um gol que, na geometria, lembrou o terceiro do Brasil, contra a Tchecoslováquia, na Copa do México/70, um passe de Gérson da linha divisória do gramado e a aparada no peito, deslumbrante, de Pelé. No caso, aos 14’, lançamento de Banega, a matada magistral de Messi na coxa esquerda, depois no peito do pé e daí a finalização impecável de direita. A “Albiceleste” 1 X 0, e a vibração inenarrável de Maradona nas tribunas.

Evidentemente, o berreiro de Dieguito ecoou em Rostov, onde o elenco da Islândia logo soube que, registrasse um gol na Croácia, abiscoitaria a vaga. Estava dificílima, no entanto, a penetração dos “Strákarnir”, exatamente como estavam desatinadas as “Águias Verdes” do embatucado Rohr, a sua Nigéria com três vezes menos posse de bola do que a Argentina, 25% a 75%. Ao se encerrarem os 45’ da etapa inicial, ao menos a Islândia havia ousado 8 tiros à meta da “Vatreni”, a “Ardente” da ex-Iugoslávia, contra nenhum chute à do estreante Franco Armani, o substituto do indigitado Caballero.

Moses, Nigéria 1 X 1
Moses, Nigéria 1 X 1 Moses, Nigéria 1 X 1

Aos 48’, então, numa daquelas situações que se repetem dezenas de vezes numa partida sem que o mediador tome a mais escassa providência, ocorreu um escanteio em favor das “Águias Verdes” e Mascherano, o capitão sem braçadeira da sua “Albiceleste”, se agarrou a Balogun - e o turco Cunyet Cakir cravou o pênalti. Moses bateu de chapa, friamente, no cantinho, 1 X 1. Momentaneamente a Nigéria nas oitavas. E, na sua cola, a Islândia, que tinha igualado em Rostov, outro 1 X 1. outro pênalti, Gylfi Sigurdsson.

Bastaria à Islândia duplicar que despediria da Copa as "Águias Verdes" e a "Albiceleste". Despacharia a Argentina mesmo depois do gol do improvável Marcos Rojo, um becão no desespero ofensivo e numa distração da retaguarda de Gernot Rohr, 2 X 1 aos 86'. Só que a Croácia ressurgiria, estoicamente, aos 90', graças a Perisic, 2 X 1, adeus "Strákarnir Okkar". E só que a Nigéria não reuniria fôlego e pernas para se reigular à "Albiceleste". Agora, dia 30, em Kazan, pedreira, França X Argentina. No dia 1º, em Nizhny Novgorod, na teoria e no papel, tranquilidade da Croácia diante da Dinamarca.

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