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Veloz, ousado, talentoso. É o novo quarteto mágico na Copa do Mundo

Tite não quis brutamontes. Aposta que Neymar, Phiilippe Coutinho, Wiillian e Gabriel Jesus estarão prontos para decidir os jogos. Ao contrário de 2006

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

O renascido quarteto mágico que desperta a confiança de Tite
O renascido quarteto mágico que desperta a confiança de Tite O renascido quarteto mágico que desperta a confiança de Tite

Sochi, Rússia

Há sempre uma enorme tentação por parte dos jornalistas. 

Principalmente os da televisão.

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A de criar uma expressão ''vendável" na Seleção.

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A que tenta dominar essa Copa do Mundo é "quarteto mágico".

Ele é formado por Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Willian. 

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A vontade de ter um chamativo a mais nem leva em consideração o fato deles só terem começado uma partida juntos. A da Áustria, que decidiu de vez a escalação para a estréia contra a Suíça, domingo, em Rostov.

A expressão cresce na cobertura da Seleção em 2018.

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Todos citam que já marcaram juntos 34 gols.

E que se complementam. 

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Tem personalidades diferentes. Neymar é mídiático, adora estar no centro das atrações. Gabriel Jesus está começando a gostar dessa exposição. Philippe Coutinho e Willian não fazem questão alguma de dar entrevista. Muito pelo contrário.

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Mas é dentro do campo que interessa. E têm característica perfeita para desmanchar defesas adversárias. Tite não quis nenhum brutamontes como homem de referência na área. Quer o Brasil chegando no ataque tocando bola em velocidade. Com quatro jogadores habilidosos, ágeis, rápidos na definição. 

Tite deseja que, quando Neymar pegar a bola de frente para os adversários, tenha pelo menos quatro opções. Driblar ou tabelar com um dos três. Isso foi treinado à exaustão na Rússia. Ele quer desmontar os rivais sem precisar apelar para os cruzamentos aéreos, os chutões e chuveirinhos.

"O Brasil tem potencial para chegar ao gol adversário tocando bola, explorando o talento dos nossos meias e atacantes. E é o que farei na Rússia", prometeu Tite, antes do jogo contra a Áustria, quando esta formação ganhou de vez a sua preferência.

A Seleção ganhou um aliado inesperado, mas que é muito bem-vindo. O calor do verão russo. A previsão é que Rostov tenha entre 25 e 30 graus, no domingo, quando o Brasil entrar em campo. E aqui a partida será às 21 horas. Como Tite já deixou escapar, com o Brasil mantendo um forte ritmo, principalmente do quarteto, os adversários se cansarão no segundo tempo. Ainda mais desgastado com o abafante calor.

Neymar está liberado para atuar no meio e do lado esquerdo. Philippe Coutinho, o meio. Willian, a direita. E Gabriel Jesus, à frente dos dois zagueiros,se posicionando para tabelas pelo centro do ataque. Tudo isso, a princípio. Com a ordem de Tite, todos podem se movimentar, trocando de lugar, com o intuito de desnortear ainda mais a zaga.

Veja a tabela completa da Copa do Mundo 2018

Além disso, há outro fator importante. Todos são, de verdade, amigos. E se respeitam. Isso traz mais força ainda para o time de forma geral. Essa amizade não é forçada ou incentivada por Tite. Nasceu naturalmente.

O fracassado Quarteto Mágico da Copa de 2006 na Alemanha. Vexatório
O fracassado Quarteto Mágico da Copa de 2006 na Alemanha. Vexatório O fracassado Quarteto Mágico da Copa de 2006 na Alemanha. Vexatório

O treinamento de amanhã será totalmente fechado em Sochi.

Tite quer o quarteto marcando forte a saída de bola dos suíços, para tentar resolver a partida logo nos primeiros minutos. Por isso, ele tratou de tirar a imprensa do gramado da luxuosa concentração brasileira.

O técnico vai usar o vigor físico, a juventude dos quatro para surpreender de vez os suíços e seus cinco zagueiros. A ordem é transformar cada tiro de meta deles em um inferno.

Se agora há empolgação, a expressão 'quarteto mágico' é de triste lembrança para o futebol brasileiro.

Em 2006, na Alemanha, coube a Kaká, Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho serem apontados como a solução de todos os problemas. Não foram. Com Ronaldo e Adriano gordos, pesando mais de 100 quilos, Ronaldinho Gaúcho disperso e Kaká sem inspiração, a Seleção fracassou. Com toda a justiça.

Desta vez, não.

O ânimo, o estado físico desde renovado quarteto traz esperança.

Muita confiança em um Brasil ousado, talentoso.

E mortal na frente...

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