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João Fonseca e a eliminação em Miami - uma breve análise

Depois do Sunshine Double nos EUA, brasileiro parte para a Europa

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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Carlos Alcaraz
Carlos Alcaraz carlitosalcarazz/Instagram

A partida contra o número 1 do ranking, Carlos Alcaraz, era uma das mais esperadas -pelo menos para os brasileiros- do Masters 1000 de Miami. A derrota, previsível, assim como foi contra o número 2, Jannik Sinner, em Indian Wells, 11 dias antes. O fato é que, mesmo perdendo os dois jogos, João Fonseca mostrou que tem talento, técnica e disposição para enfrentar qualquer adversário. E mais, os jogos mostraram que mesmo os top 10 tiveram (e têm) que se preparar para jogar contra o jovem brasileiro.

Nesta sexta (20), depois do jogo contra Alcaraz, numa comparação entre o estilo de jogo dos dois, João disse que o espanhol tem um arsenal maior.


“O Sinner é um robô, que simplesmente massacra e bola e faz tudo perfeito. Já o Carlos consegue fazer tudo. Topspin, acelerar a bola, tem uma boa movimentação, vai à rede. Ele tem tudo e é mais difícil entender o jogo dele. No jogo da semana passada, o Jannik me ajudou a entrar em quadra sem medo, tentando jogar meu jogo. Hoje (ontem), acho que não aproveitei as oportunidades que tive e ele jogou muito bem. Ele é o número 1 do mundo. Mas preciso pensar nos meus erros e tentar melhorar.”

O blog até concorda com a análise do tenista, afinal foi ele quem entrou em quadra para jogar contra os dois “bichos papões” circuito atual. Mas é preciso notar que Carlos Alcaraz fez seu dever de casa. Depois de ver o sufoco do número 2, Jannik Sinner, diante de João Fonseca, o espanhol deve ter queimado as pestanas por boas horas pensando em como neutralizar o brasileiro e sua direita furiosa, ainda mais sabendo que também teria que enfrentar a ruidosa torcida brasileira.


Então, decidiu atacar, mesmo que isso significasse correr mais riscos e cometer mais erros, o que acabou acontecendo em subidas equivocadas e curtinhas que ficaram na rede. E cometeu mais erros não-forçados do que João Fonseca. Só que, em se tratando do número 1, ele sabe bem que tem potencial para reverter uma quebra iminente e vencer o game. Não à toa, ele disparou o dobro de bolas vencedoras do que o adversário, 27 a 13.

Do outro lado, João Fonseca devolveu mal algumas bolas do segundo serviço do espanhol, inclusive em break-points, algo que não pode acontecer em jogos deste nível. Quando se enfrenta o número 1 do ranking, toda e qualquer chance de machucar o adversário deve ser aproveitada, como dizem os argentinos, “sí o sí”.


Enfim, mesmo com duas eliminações que podem ser consideradas precoces, João Fonseca sai dos EUA maior do que entrou. Seu próximo torneio já será na gira de saibro, o Masters 1000 de Monte Carlo, a partir do dia 5 de abril. Na sequência, ele deve participar do ATP 500 de Munique, na Alemanha, e nos Masters 1000 de Madrid, na Espanha, e Roma, na Itália, antes de jogar o segundo Grand Slam do ano, Roland Garros, em Paris.

Duplas brasileiras em ação

Cinco brasileiros estão na chave de duplas do Masters 1000 de Miami e estreiam neste domingo (22). Orlando Luz e Rafael Matos tentam manter o bom início de temporada, enquanto Marcelo Melo, Fernando Romboli e Marcelo Demoliner terão parceiros estrangeiros.


Luz e Matos estreiam contra os veteranos argentinos Maximo Gonzalez e Andres Molteni.

Ainda na parte de baixo da chave, Melo e o alemão Alexander Zverev estreiam contra o norte-americano Evan King e o australiano John Peers.

Marcelo Demoliner e o norte-americano Martin Damm enfrentam o argentino Tomas Etcheverry e o chileno Alejandro Tabilo.

Já do outro lado da chave, Fernando Romboli e o italiano Luciano Darderi fazem o jogo de estreia contra o mexicano Santiago Gonzalez e o holandês David Pel.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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