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O que ainda falta para João Fonseca vencer os melhores jogadores do mundo?

Brasileiro fez um bom jogo, cometeu alguns erros, mas tem potencial para crescer muito

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • João Fonseca foi eliminado nas quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo pelo alemão Alexander Zverev.
  • Apesar da derrota, o brasileiro, de 19 anos, mostra potencial para se tornar um dos melhores tenistas do circuito.
  • João apresentou evolução técnica e mental, mas precisa manter um nível consistente de jogo.
  • A expectativa é que, com mais experiência, ele vença adversários de alto nível nos próximos anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

João Fonseca: maturidade e técnica aos 19 anos
João Fonseca: maturidade e técnica aos 19 anos Reprodução/Instagram/@joaoffonseca

João Fonseca chegou perto. Mas, depois de uma batalha intensa de 2 horas e 40 minutos, saiu de quadra eliminado pelo alemão Alexander Zverev, 3º do ranking ATP, nas quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo.

Com o resultado, 2 sets a 1 (7/5, 6/7[3] e 6/3), é possível afirmar que o brasileiro perdeu por detalhes, que ainda fazem toda a diferença para um jogador que está ganhando experiência.


Apesar da pouca idade, 19 anos, João Fonseca vem demonstrando que tem tênis e maturidade suficientes para alçar voos maiores na carreira. Ele é considerado um dos tenistas mais promissores do circuito, com potencial para ser top 10 nos próximos anos.

Prova disso é que, em seu segundo ano como profissional, foi derrotado, em jogos duros, pelos líderes do ranking da ATP em torneios de Masters. Mas o que falta entre hoje e o topo mais adiante?


Este blog vem dizendo, desde o início da temporada, que João Fonseca tem praticado um tênis sólido, com boas performances mesmo contra tenistas mais bem rankeados. E também que vem demonstrando maturidade, deixando para trás a afobação típica dos iniciantes.

A partida desta sexta-feira foi um exemplo. Mesmo diante de um dos jogadores mais consistentes do circuito, o brasileiro conseguiu competir em alto nível, mostrando personalidade e capacidade.


Mas, apesar dos sinais claros de evolução técnica e mental, João Fonseca ainda precisa manter o nível do tênis que joga, sem muitas oscilações, como, de novo, mostra a derrota para Zverev.

No segundo set, em que começa mal e tem o saque quebrado, ele se recupera de maneira espetacular, jogando um tênis digno de top 10, abre 5/3, mas oscila e deixa o alemão encostar, pra no fim vencer no tiebreak.


Esse é um ponto-chave. Há momentos de domínio e coragem, e há momentos de só botar a bola do outro lado da quadra. Sabendo exatamente quando executar uma e outra jogada, João Fonseca vai subir de tal maneira que será difícil vencê-lo. Mas isso ainda vai demorar um pouco.

Não há que ter pressa para que ele atinja o top 10 ou top 5 este ano. O amadurecimento em quadra só vem com jogos, jogos importantes - e vitórias - contra tenistas que estão acima no ranking.

Em um ano, dois no máximo, a gente vai assistir João em quadra derrubando adversários do nível de Zverev, Sinner e Alcaraz.

Como foi o jogo com Zverev

Zverev em ação
Zverev em ação Reprodução/Instagram/@alexzverev123

No primeiro set, João Fonseca cometeu erros que não costuma cometer quando a partida estava empatada em 5/5, e que custaram a parcial.

Aparentemente abalado, o brasileiro abriu o segundo set tendo o serviço quebrado. Mas, com 1/3 no placar, reagiu e ultrapassou Zverev, chegou a sacar em 5/3. Mas, novamente, teve falhas que levaram o set ao tiebreak, vencido por ele por 7-3.

E, quando toda a torcida acreditava que ele voltaria com força, veio a experiência de Zverev e um aparente cansaço do brasileiro, que, apesar de inferior no aproveitamento do primeiro serviço, teve vantagem nos winners e empate nos erros. O alemão fechou em 6/3.

Zverev chega à sua 26ª semifinal de Masters 1000. Nas últimas cinco vezes foi derrotado, e em três para Jannik Sinner, justamente o seu próximo adversário.

Já João Fonseca fecha a semana no ranking 35 e já parte para o ATP 500 de Munique, na Alemanha.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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