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7 coisas que você precisa saber sobre o limite de gringos no futebol brasileiro

CBF e clubes decidiram reduzir de nove para cinco o número de estrangeiros nas competições nacionais, a partir de 2030

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O argentino Lescano é um dos 12 estrangeiros do Vasco Divulgação/Vasco

Com votos contrários apenas de Flamengo e Bahia, a CBF definiu uma redução drástica no limite de estrangeiros para os times de Séries A e B.

Os atuais nove gringos que podem atuar em partidas do Brasileirão e da Copa do Brasil vão se transformar em apenas cinco em 2030 — serão oito estrangeiros em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.

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Abaixo, o blog lista sete motivos que justificam a mudança radical, colocando ponto final a uma série de permissões para o aumento dos gringos nos últimos anos.

1- Dar protagonismo aos jogadores formados na base

A CBF tem um estudo que aponta que jogadores sub-23 representam apenas 13,8% dos minutos da Série A, contra 38% da França, 32% na Inglaterra, 31% na Espanha, além de 28% na Alemanha e na Itália. Com a redução dos estrangeiros, espera-se mais espaço para atletas da base.

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2- Evitar exagero dos clubes com gringos

O limite de estrangeiros no Brasil é de nove por jogo, mas sete das 20 equipes da Série A têm bem mais. São elas: Vasco e Botafogo com 12 atletas, Athletico e Fluminense com 11, além de Flamengo, Grêmio e Inter com dez.

3- Reduzir gastos em meio ao caos financeiro

Um jogador de nível médio da Argentina ou do Uruguai, em geral, é mais barato do que um atleta do mesmo nível brasileiro, mas bem mais caro do que garotos promovidos da base. O São Paulo, por exemplo, tem Gustavo Santana ganhando R$ 12 mil mensais. Ele só conseguiu espaço no time de cima quando o chileno Tapia, dono de vencimentos de R$ 500 mil por mês, acabou emprestado.

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4- Aumentar a intensidade física do Brasileirão

O estudo da CBF aponta que o Brasileirão apresenta menor volume de corridas em alta velocidade e de sprints do que as principais ligas europeias. Para a CBF, isso tem a ver com a menor presença de jogadores entre 18 e 24 anos na Série A.

5- Garantir negócios maiores para clubes brasileiros

Pouco mais da metade das receitas dos clubes brasileiros com transferências de atletas para o exterior veio de vendas de jogadores com até 20 anos. Os dados apresentados pela CBF apontam que 50,1% dos negócios têm origem com brasileiros de no máximo 20 anos.

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6- Rejuvenescer os elencos das Séries A e B

Você sabia que a média de idade dos jogadores da Série A saltou de 27,3 anos em 2021 para 28,5 anos? A expectativa da CBF é de que a saída dos gringos reduza a média de idade dos clubes. Primeiro, porque abrirá espaço para os atletas da base. Depois, porque os estrangeiros contratados deverão ter potencial de revenda, algo pouco habitual para os veteranos.

7- Invasão estrangeira é a maior de todos os tempos

Dos 20 times da Série A, somente o Mirassol não tem nenhum gringo: o Mirassol. Depois, aparecem Coritiba com quatro estrangeiros, Chapecoense e Remo com cinco, Vitória com seis, Bragantino, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo com sete, além de Galo, Bahia e Cruzeiro com nove.

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