Quais os clubes mais prejudicados com o fim das bets?
Medida Provisória de Lula vai gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 3 bilhões no futebol brasileiro ao longo da próxima temporada
Blog do Nicola|Do R7

A Medida Provisória que acabou com as bets caiu como uma bomba no futebol brasileiro. A canetada de Lula, preocupado com o risco de perder a eleição para Flavio Bolsonaro, deve tirar cerca de R$ 3 bilhões dos clubes na próxima temporada. Mas quais os times que mais se prejudicaram no país?
Ninguém terá um prejuízo maior do que o Flamengo. Nas contas do presidente BAP, o Rubro-Negro deixará de arrecadar até R$ 430 milhões em 2027, com impactos no futebol masculino, feminino e outros esportes.
“Essa é uma medida muito drástica. Eu estaria mentindo se dissesse que a gente tem um plano B. Porque não temos um plano B”, admite BAP. “Isso faz com que o Flamengo não consiga honrar os compromissos de 2027″, acrescenta.
Se o Flamengo, clube mais rico da América do Sul, está avisando que vai falhar com seus pagamentos, imagine a situação do Corinthians, talvez o maior prejudicado com a decisão do presidente da República. É que o Timão deixará de faturar pelo menos R$ 260 milhões no próximo ano.
O valor equivale a pelo menos um quarto da arrecadação total do Timão. Detalhe: o presidente Osmar Stabile já não tem conseguido honrar com as contas hoje... o que será sem a bolada das bets. Atualmente, o Corinthians deve dois meses de direitos de imagem, premiações e parte das férias de julho aos atletas. O clube também não conseguiu pagar três parcelas de uma dívida com a União, que podem determinar o fim de um desconto de R$ 521 milhões.
Catorze dos 20 times da Série A têm as bets como patrocinador máster. Inter, Bahia e Athletico perderam suas bets nos últimos meses e não conseguiram repôr.
O problema é que a perda dos clubes não se resume ao patrocínio no uniforme. As bets também são as responsáveis pela fortuna que era paga pelas placas de publicidade - os clubes mais populares faturavam R$ 55 milhões apenas no Brasileirão.
E não para por aí: todos os principais torneios do Brasil e da América do Sul são patrocinados por bets. A consequência: os prêmios por título, presença em final e classificação final vão despencar.
As emissoras de TV também terão menos capacidade de investir na compra dos direitos dos torneios. As casas de apostas eram, de longe, as maiores fontes de receita de Globo, CazeTV, Espn, entre outras. A estimativa é de que a Caze perca cerca de R$ 550 milhões.
O Fluminense calcula um prejuízo de R$ 100 milhões. São Paulo e Palmeiras perderão mais de R$ 150 milhões, cada. Com um agravante no Tricolor: o São Paulo tinha a garantia de um reajuste em seu contrato em 2027, saltando de R$ 83 milhões fixos pelo máster para algo na casa dos R$ 125 milhões.
O São Paulo ainda terá seu Fidc extremamente prejudicado. É que, para antecipar receitas e pagar dívidas, o Tricolor usava seus principais contratos como garantia. E o acordo com a Superbet era o segundo mais importante. Se não encontrar um outro parceiro que assuma tal importância, o Fidc ficará a perigo.
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