Ser colocado à venda nos classificados é só a ponta do iceberg do Botafogo
Clube tem a maior dívida entre todas as SAFs do Brasil e sofre com a falta de dinheiro para pagamentos recorrentes do futebol
Blog do Nicola|Do R7
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Os títulos do Brasileiro e da Libertadores em 2024 estão cobrando um preço muito alto para o Botafogo. O tempo mostrou que o dono da SAF do clube, John Textor, gastou muito mais do que poderia na montagem daquele elenco.
E a realidade, dois anos depois, é absolutamente desesperadora, com dívidas, punições na Fifa e na CNRD, além do constrangimento mundial de ser colocado à venda nos classificados de um jornal inglês.
A consultora britânica nomeada pela Eagle pôs os principais ativos da empresa no mercado por meio de um anúncio. O material menciona Botafogo, Lyon e RWDM Brussels e cita que interessados devem fazer contato via e-mail.
Mas o mico internacional está longe de ser o maior problema do Botafogo. A SAF do clube tem hoje dívidas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, algo que nunca havia sido visto entre times que se tornaram sociedades anônimas de futebol no Brasil.
Detalhe: R$ 1,6 bilhão precisa ser pago em até 12 meses.
Não existe dinheiro para o pagamento de contas básicas. O Botafogo, por exemplo, sofreu transfer ban na CNRD por uma dívida de R$ 1 milhão, que não deve ser quitada tão cedo. Direitos de imagem estão atrasados há dois meses.
Pior: Textor tem deixado nas entrelinhas que a única solução é o Botafogo aceitar seu novo aporte, de R$ 125 milhões.
Mas é aí que existe uma pegadinha: o norte-americano pegou esse dinheiro emprestado e pretende usá-lo para despachar de vez o grupo Ares da briga pelo controle do Botafogo.
E mais: com os R$ 125 milhões, ele ainda aumentaria seu percentual nas ações alvinegras. A associação já recusou tal dinheiro. E ninguém tem a mínima ideia do que será o futuro do clube.
Em campo, a coisa também só piora. O nível de investimento despencou e o time é o mais fraco dos últimos anos.
Até a escolha do técnico reforça a nova fase. Textor acabou optando por Franclim Carvalho, que havia passado por General Severiano como auxiliar de Artur Jorge, em 2024.
Alternativa mais barata. E aposta de altíssimo risco, de alguém que só havia sido treinador uma única vez, no Belenenses, com três vitórias, seis empates e nove derrotas.
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