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Copa do Mundo nos EUA ficou cara até para os americanos

Ingressos, estacionamento, transporte e até as comidas e bebidas nos estádios têm sido vendidos por preços exorbitantes

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Apesar dos preços altos, estádios têm lotado, como na Filadélfia, para Equador x Costa do Marfim (Jorge Nicola/R7)

Comprar um ingresso agora por menos de R$ 5.000 para o jogo entre Brasil e Haiti, na sexta-feira, é missão quase impossível. E esse é só um exemplo de como a Copa do Mundo, pelo menos nos Estados Unidos, está cara. Inclusive para os brasileiros que moram no país e têm salários em dólar, moeda que vale cinco vezes mais que o real.

“O preço do estacionamento dos estádios pra Copa é um dos maiores absurdos. Nunca foi assim”, reclama Bruno Rodrigues, paulista que se mudou para New Jersey há 20 anos e costuma acompanhar a jogos da NFL e MLB. “Paguei 220 dólares”, acrescenta, revoltado com os mais de R$ 1.100 por uma vaga no estacionamento do MetLife Stadium.


Carlos Silva viajou de Boston, onde tem uma pequena empresa de mudanças, para acompanhar a estreia brasileira em New Jersey apesar da insatisfação com o preço de seu ingresso. “O mais barato que encontrei foi de US$ 1.000 (R$ 5.076)″. Não fosse tão caro e ele teria levado a esposa e a filha, ambas brasileiras, para o jogo.

Chegar ao estádio também é um problema. Um uber de Manhattan para New Jersey não saiu menos do que 100 dólares (R$ 507). Até o metrô teve preço reajustado no dia da partida e subiu para 78 dólares (R$ 395).


Pensa que acabou? A cerveja tanto no MetLife Stadium quanto no Philadelphia Stadium custa 19 dólares ou R$ 96. Um cachorro-quente supera os R$ 110. E um litro de água sai por R$ 55.

Mas nada supera o ingresso para a final da Copa, marcada para 19 de julho, em New Jersey. Há quem peça R$ 75 mil por uma entrada no paralelo. Vale contar que os ingressos para os jogos têm sido vendidos seguindo uma máxima usada com passagens aéreas: quanto maior a procura, maior o preço.


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