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Blog do Fabiano Farah

Veja como Neymar se encaixaria no estilo de jogo de Carlo Ancelotti

Saiba o caminho para harmonizar o talento do camisa 10 com o equilíbrio europeu do comandante italiano

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Copa do Mundo de 2026 se aproxima e o Brasil debate o papel de Neymar sob o comando de Carlo Ancelotti.
  • Ancelotti já imagina Neymar como um "falso 9", focando em sua capacidade de criar jogadas, não em sua velocidade.
  • A condicion física de Neymar é uma preocupação para o técnico, que exige intensidade no jogo e o corte do jogador em amistosos foi um aviso.
  • Para brilhar na seleção, Neymar deve se adaptar a um novo papel e não ser o protagonista absoluto, ou corre o risco de ficar de fora da Copa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Neymar tenta se reinventar sob o comando de Ancelotti e corre contra o tempo por vaga na Copa de 2026 Raul Baretta/Santos FC

A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 entrou em sua fase mais crítica.

Com a lista final de Carlo Ancelotti programada para o dia 18 de maio, o Brasil vive o dilema de sempre, mas com uma roupagem inédita: como — e se — Neymar, agora de volta ao Santos, se encaixa na engrenagem de um técnico que prioriza o equilíbrio e a intensidade acima do nome na camisa?


Ancelotti nunca foi um treinador de esquemas rígidos; ele é um mestre em moldar o sistema ao talento. No Real Madrid, transformou Bellingham em um “falso 10” e deu liberdade total a Vini Jr. Na Seleção, o italiano já deu a pista: ele vê Neymar como um “falso 9”.

Onde Neymar entra no tabuleiro?

O futebol de 2026 é impiedoso com quem não corre sem a bola. Ancelotti sabe que, aos 34 anos e após o histórico de lesões que abreviou sua passagem pela Arábia Saudita, Neymar não tem mais o fôlego para ser o ponta que dribla três e volta para marcar o lateral.


A Função “Falso 9”: com Vini Jr. e Raphinha ocupando as pontas com velocidade explosiva, Neymar seria o “cérebro” central. Sua missão seria flutuar entre as linhas defensivas, atrair a marcação e servir os garotos que voam pelos lados.

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O ‘fator Bellingham’

Ancelotti pode repetir o que fez com o inglês: colocar Neymar no topo de um losango no meio-campo, protegendo-o defensivamente com três volantes de contenção (como Bruno Guimarães e Casemiro) para que ele guarde energia apenas para o toque de gênio no terço final.


O obstáculo: 100% ou nada

A técnica de Neymar permanece intacta — seus números recentes pelo Santos, com gols e assistências em poucos jogos, provam que o “fino” ele ainda tem. O problema, como o próprio Ancelotti enfatizou diversas vezes em coletiva, é a intensidade física.

“Neymar, com bola, está muito bem. Mas ele tem que trabalhar para estar em 100% de suas possibilidades. Para mim e para a comissão, ele ainda não está lá.” — Carlo Ancelotti, março de 2026.


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O corte de Neymar nos amistosos contra França e Croácia foi um recado claro. Ancelotti não aceita o “Estatuto do Camisa 10”. Se Neymar quiser ir para a sua quarta — e última — Copa, ele terá que provar no Brasileirão que seu corpo aguenta o ritmo de sete jogos em 30 dias.

Neymar, na Seleção de Ancelotti, não seria mais o protagonista absoluto que carrega o piano, mas sim o solista de luxo. Se aceitar ser a peça que refina o jogo de uma geração fisicamente superior, ele pode ser o diferencial para o Hexa.

Se insistir em ser o centro gravitacional de todas as jogadas, pode acabar assistindo ao Mundial do sofá da Vila Belmiro.

A bola está com o 10. E o relógio de Ancelotti não para.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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