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Retorno de Neymar renova esperanças na recuperação do camisa 10 do Santos

Não foi uma atuação digna de definir a presença dele na Copa do Mundo, mas foi um sinal de recuperação física de quem é questionado por estar “jogando sem condições”

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Neymar retornou aos campos na 11ª rodada do Brasileirão, contribuindo para a vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro.
  • Apesar de não ter marcado, sua presença foi decisiva, com 78% de aproveitamento em passes e dribles que desafiaram a marcação adversária.
  • Com 3 gols e 2 assistências em 5 jogos na temporada, Neymar mostrou que, mesmo com menos explosão, ainda é um jogador fundamental.
  • O impacto de Neymar no jogo reforçou a confiança do Santos, afastando o clube da zona de rebaixamento e renovando esperanças para a temporada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de não ser uma atuação decisiva, o craque mostra sinais de recuperação e habilidade em campo Raul Baretta/ Santos FC

Dizem que o tempo é um adversário invicto, mas, na noite deste último sábado, na Vila Belmiro, ele pareceu ter pedido licença para assistir. O cronômetro marcava a 11ª rodada do Brasileirão 2026, mas, para os 12 mil privilegiados presentes, o que se viu foi uma fenda temporal.

Neymar Júnior, o camisa 10 que devolveu o sorriso ao santista, não precisou marcar para ser o dono da bola no triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro.


Após dois jogos de ausência, o retorno do craque trouxe consigo aquela eletricidade que só os gênios carregam. Neymar não corre mais como o menino de 2011, mas pensa o jogo com a velocidade de quem já viu o futuro.

Os números da temporada — 3 gols e 2 assistências em apenas 5 jogos — sugerem um atacante letal, mas a performance contra o Galo foi sobre regência.


Enquanto o Galo tentava cercar o território, Neymar desenhava. Com uma precisão de passe que beira o insulto (78% de aproveitamento em zonas de pressão), ele foi o arquiteto silencioso do gol de Moisés.

Foi dos seus pés, naquele drible curto que ainda deixa marcadores “comprando jornal”, que a jogada começou a clarear antes de Gabigol servir o artilheiro da noite.


Minutos em campo: 90 (fôlego de quem operou e voltou com fome).

Finalizações: 4 (uma delas, aos 29 do 2º tempo, raspando a trave de Everson).


Dribles certos: 3 (A velha assinatura ainda está lá).

O Fator Vila: A vitória não foi apenas estatística; foi anímica. Com esse resultado, o Peixe respira, abre cinco pontos do Z4 e olha para a Sul-Americana com outros olhos. Neymar no campo é um multiplicador de forças.

Ele atrai a marcação tripla, libera espaços para a subida de Escobar e dá a Luan Peres a tranquilidade de saber que, lá na frente, a bola raramente volta “quadrada”.

O Atlético-MG de Dominguez sentiu o peso do “fator Neymar”. Cada vez que o 10 encostava na bola, o bloco defensivo mineiro recuava dois metros, quase por instinto de sobrevivência.

No fim, a imagem que fica não é a de um jogador em fim de carreira buscando abrigo, mas a de um mestre em sua oficina mais querida. Neymar em 2026 é menos explosão e mais sinfonia.

E para o Santos, que hoje dorme mais longe do abismo e mais perto do sonho, ter o maestro de volta é o melhor reforço que o futebol brasileiro poderia receber neste ano de Copa.

Se o futebol é a arte do imprevisto, Neymar é o pincel. O Galo que o diga: tentou marcar um homem, acabou tendo que marcar uma ideia. E ideias, na Vila Belmiro, costumam ser fatais.

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