O retorno do ‘Cucabol’ à Vila: entre a urgência dos resultados e a memória do torcedor
Com a contratação de Cuca, o Santos aposta em um velho conhecido para estancar a crise, mas reacende debates que transcendem as quatro linhas
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O Santos Futebol Clube parece ter um ímã para o conhecido. Em momentos de turbulência, a Vila Belmiro costuma buscar abrigo em rostos familiares, e a volta de Alexi Stival, o Cuca, é o exemplo mais nítido dessa política de “porto seguro”.
Para o Peixe, não se trata apenas de um novo treinador; é a reativação de um modo de sobrevivência que já deu frutos no passado, mas que hoje desembarca em um cenário muito mais complexo.
O caos organizado
Dentro das quatro linhas, a lógica da diretoria é pragmática. Cuca é um dos poucos técnicos brasileiros capazes de gerar impacto imediato.
Ele conhece os atalhos do CT Rei Pelé e tem a mística de extrair o máximo de elencos limitados — vide a campanha da Libertadores de 2020.
Sua marca registrada é o dinamismo:
Transição veloz: O Santos de Cuca não gosta da bola estática; ele quer o verticalismo.
Versatilidade tática: a capacidade de mudar o desenho do time conforme o adversário, sem precisar de semanas de treino.
Gestão de vestiário: Cuca costuma blindar o grupo, assumindo para si o para-raios das críticas.
O peso extra-campo
Entretanto, ignorar o barulho fora de campo seria um erro de leitura da realidade atual. A contratação de Cuca em 2026 já não passa apenas pelo crivo do desempenho esportivo.
O clube sabe que enfrentará a resistência de parte da torcida e da opinião pública devido ao histórico jurídico do treinador, mesmo após a anulação de sua sentença na Suíça por vícios processuais.
Para a diretoria santista, o cálculo foi frio: o risco de um rebaixamento ou de uma temporada irrelevante é considerado maior do que o desgaste de imagem. É uma aposta de “tudo ou nada”.
O que esperar?
O Santos não terá um futebol vistoso de posse de bola à la Guardiola, mas terá competitividade. Cuca chega para dar alma a um time que parecia anestesiado.
Se a Vila Belmiro voltará a ser o alçapão temido, dependerá da velocidade com que o grupo comprará a ideia de seu novo comandante.
No fim das contas, a terceira (ou quarta, a depender de como se conta) era Cuca no Santos é um casamento por conveniência.
O clube precisa de resultados; o técnico precisa de um palco onde o futebol ainda seja o protagonista. Resta saber se, desta vez, a harmonia será duradoura ou apenas um curativo para uma ferida aberta.
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