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Neymar está fora de jogo contra o Mirassol; por que o Santos poupa o jogador justo agora?

A ausência do craque contra o Mirassol frustra planos da seleção e liga o alerta sobre o ‘fator físico’ na temporada 2026

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Neymar comemora gol contra o Vasco Reprodução/X

O torcedor que planejava ligar a TV ou ir ao estádio “Maião” nesta terça-feira (10) para ver a magia de Neymar terá que lidar com o balde de água fria do departamento médico. O Santos confirmou que o camisa 10 sequer viajou para enfrentar o Mirassol, pela 5ª rodada do Brasileirão. O motivo? O velho e temido desgaste muscular.

À primeira vista, parece uma decisão protocolar de início de temporada. Mas, no futebol, o “timming” é tudo, e o deste desfalque não poderia ser pior.


O olhar de Ancelotti

A ausência de Neymar ganha contornos dramáticos porque, nas tribunas de Mirassol, um convidado de luxo estaria com o caderno de notas na mão: Carlo Ancelotti. O técnico da Seleção Brasileira viajaria especificamente para observar o craque de perto antes da convocação para os amistosos de março contra França e Croácia.

Com a recente lesão de Rodrygo, o caminho estava pavimentado para o retorno triunfal de Neymar à Amarelinha. Ao ser poupado, o camisa 10 perde a vitrine ideal para provar que seus 34 anos — e o histórico recente de cirurgias — não são um impeditivo para a intensidade exigida pelo “Professor”.


Gestão de risco ou fragilidade?

Desde que voltou à Vila Belmiro em 2025, Neymar tem sido o sol em torno do qual o Santos orbita. Seus números em 2026 são bons (2 gols e 1 assistência em 3 jogos), mas a constância ainda é o seu maior adversário.

Poupá-lo contra o Mirassol é uma escolha estratégica de Juan Pablo Vojvoda. O técnico santista sabe que perder Neymar por uma partida agora é melhor do que perdê-lo por três meses em uma temporada de Copa do Mundo.


No entanto, fica a dúvida no ar: o craque conseguirá aguentar a maratona do futebol brasileiro sem precisar de “folgas programadas” a cada três jogos?

O que esperar do Peixe?

Sem o seu diferencial técnico, o Santos terá que ser um time coletivo. A responsabilidade recai sobre Gabriel Barbosa e o jovem Miguelito, que precisam provar que o elenco tem vida própria sem a sua maior estrela.


Para o Mirassol, é um alívio. Para Ancelotti, uma viagem perdida. E para o torcedor, um lembrete de que ter Neymar em 2026 é um exercício constante de paciência e gestão de expectativas.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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