O rendimento dos clubes brasileiros em múltiplas frentes
Como a oscilação entre turnos e o fôlego pós-Copa explicam a ascensão do Galo e do Vasco e o drama do Grêmio
Manter o rendimento em alto nível enquanto se divide a atenção entre o Campeonato Brasileiro e as decisões de mata-mata (Copa do Brasil e competições continentais) é um dos maiores desafios do futebol brasileiro.
A maratona de jogos exige elenco robusto, regularidade e capacidade de reação rápida. Analisando o desempenho detalhado das equipes brasileiras que ainda seguem vivas em mais de uma competição na temporada, fica claro como a evolução ao longo dos turnos e a força no período pós-Copa desenham o cenário atual na tabela geral.
As grandes reações e padrões de desempenho
Atlético-MG e Vasco: A relevância da recuperação na temporada
A grande marca desta reta final é a mudança de patamar do Atlético-MG e do Vasco. O Galo, que fez um primeiro turno discreto no meio da tabela (43,86%), virou a chave no returno, subindo para quase 70% de rendimento e mantendo 63,77% no pós-Copa.
Essa arrancada foi fundamental para colocar o time no 6º lugar geral e dar moral nas fases decisivas de mata-mata. Já o Vasco viveu uma reação notável: saindo da zona de rebaixamento do 1º turno (35,09%), o Cruzmaltino cresceu no returno (45,45%) e atingiu ótimos 55,56% no recorte pós-Copa. No entanto, a equipe ainda sofre com o peso da péssima campanha inicial, permanecendo em 15º lugar e precisando manter a guarda alta no Brasileirão.
Palmeiras: constância e variações
O Palmeiras oscilou levemente em cerca de 10% — caindo de seus impressionantes 77,19% no 1º turno para a faixa de 61% a 63% no returno e pós-Copa —, mas permanece firme na vice-liderança geral com quase 71% de aproveitamento.
Tanto Palmeiras quanto o Atlético Mineiro, estão nas três frentes e disputarão as finais continentais. O Alviverde joga contra o Estudiantes de La Plata, da Argentina, dia 28 de novembro. E o Galo enfrenta o Boca Juniors, também da Argentina, pela Copa Sul-Americana, dia 21 de novembro.
O paradoxo do Grêmio na temporada
Se a regularidade do Palmeiras e a reação do Galo e do Vasco ajudam a explicar a dinâmica da tabela, o Grêmio protagoniza o cenário mais intrigante do futebol brasileiro nesta temporada.
Há um contraste gritante no desempenho do Tricolor gaúcho: ao mesmo tempo em que demonstrou força e competitividade ao avançar até as semifinais da Copa do Brasil, a equipe amarga uma campanha desastrosa no Campeonato Brasileiro.
Gravitando rigorosamente na casa dos 30% de aproveitamento ao longo de todo o ano — com 36,84% no 1º turno, amargos 27,78% no returno e escassos 33,33% no somatório geral —, o time permanece atolado na zona de rebaixamento (18º lugar).
Esse paradoxo expõe a extrema dificuldade do clube em gerir o elenco e dividir o foco entre o mata-mata e os pontos corridos.
Enquanto nas copas o Grêmio encontrou forças para decidir jogos pontuais, na maratona da Série A acumulou 14 derrotas em 31 jogos, provando que a temporada que parecia promissora nos mata-matas pode terminar em drama nacional se o rendimento no Brasileirão não sofrer uma reviravolta urgente.
Turno do Brasileirão
- Palmeiras (1º lugar): Liderou a primeira metade com expressivos 77,19% de aproveitamento em 19 jogos (13 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota).
- Atlético-MG (12º lugar): Teve uma primeira metade discreta, ficando pelo meio da tabela com 43,86% de aproveitamento (7 vitórias, 4 empates e 8 derrotas).
- Grêmio (14º lugar): Começou abaixo das expectativas, somando apenas 36,84% de rendimento em 19 jogos (5 vitórias, 6 empates e 8 derrotas).
- Vasco (17º lugar): Enfrentou um início dramático, afundado no Z4 com 35,09% de aproveitamento (5 vitórias, 5 empates e 9 derrotas).
Returno do Brasileirão
- Atlético-MG (2º lugar): Protagonizou uma arrancada espetacular, alcançando 69,44% de aproveitamento em 12 partidas (7 vitórias, 4 empates e 1 derrota).
- Palmeiras (5º lugar): Manteve a competitividade, embora com leve queda, registrando 61,11% de rendimento em 12 jogos (6 vitórias, 4 empates e 2 derrotas).
- Vasco (11º lugar): Iniciou sua trajetória de recuperação, subindo para 45,45% de rendimento em 11 partidas (4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas).
- Grêmio (17º lugar): Seguiu em crise na competição nacional, somando apenas 27,78% de aproveitamento em 12 jogos (2 vitórias, 4 empates e 6 derrotas).
Pós-Copa das equipes
- Atlético-MG: Consolida seu momento ascendente na vice-liderança do recorte com 63,77% em 23 jogos (12 vitórias, 8 empates e 3 derrotas).
- Palmeiras: Segue forte no grupo da frente, com 60,85% em 23 compromissos (12 vitórias, 6 empates e 5 derrotas).
- Vasco: Mostra ganho de fôlego impressionante nas copas e no campeonato, alcançando o 7º lugar no recorte com 55,56% de rendimento em 23 jogos (11 vitórias, 7 empates e 6 derrotas).
- Grêmio: Continua em baixa no somatório geral, com 31,58% em 19 jogos (4 vitórias, 6 empates e 9 derrotas).
Classificação geral do Brasileirão até a 31ª Rodada
- Palmeiras: Vem na 2ª posição com 70,97% de rendimento em 31 partidas (19 vitórias, 9 empates e 3 derrotas).
- Atlético-MG: Aparece na 6ª posição, impulsionado pelo returno, com 53,76% de aproveitamento em 31 jogos (14 vitórias, 8 empates e 9 derrotas).
- Vasco: Figura no 15º lugar com 38,89% de rendimento em 30 partidas (9 vitórias, 8 empates e 13 derrotas).
- Grêmio: Amarga a 18ª colocação com 33,33% de aproveitamento em 31 jogos (7 vitórias, 10 empates e 14 derrotas).
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