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Vitória doce e amarga para o suíço número 1 do mundo Wawrinka

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MELBOURNE, 26 Jan (Reuters) - Vencer o Aberto da Austrália foi doce e amargo para Stanislas Wawrinka, cuja alegria de sair da sombra de Roger Federer com a sua primeira conquista de Grand Slam foi ofuscada pela notícia de que o oponente Rafael Nadal estava lesionado.

O suíço de 28 anos superou o principal favorito Nadal por 6/3, 6/2, 3/6 e 6/3, na Arena Rod Laver, neste domingo, sobrevivendo a um ataque paralisante de nervos quando o espanhol voltou a resistir no terceiro set.

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"É meio louco o que está acontecendo", disse o suíço. "Eu nunca esperava que fosse ganhar um Grand Slam".

"Eu nunca sonhei com isso porque, para mim, nunca fui bom o bastante para vencer esses caras".

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"Eu ainda acho que estou sonhando. É uma sensação estranha. Eu vi tantas finais, sempre tentei assistir às finais dos Grand Slams porque é quando os melhores jogadores estão em quadra".

"Vencer Rafa, mesmo com ele machucado, eu acho que joguei o meu melhor no primeiro set. Eu estava preparado para jogar quatro ou cinco horas para ganhar de Novak (Djokovic), nas quartas, ganhar de (Tomas) Berdych, nas semifinais".

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"Isso mostra que estou fazendo a coisa certa há muitos anos. Se você treinar bem, se trabalhar duro, sempre terá a chance de estar em uma grande posição para jogar o seu melhor tênis".

Wawrinka nunca havia vencido um set em 12 partidas contra o número 1 do mundo, mas conseguiu levar o primeiro com uma apresentação brilhante e quebrou Nadal para fazer 2/0 no começo do segundo, antes dos problemas nas costas do espanhol aparecerem.

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Contra um oponente machucado, Wawrinka fechou o segundo set com tranquilidade, mas sofreu quando Nadal buscou forças no seu reservatório para segurar o serviço e quebrar o dele.

As bolas vencedoras foram substituídas por erros nervosos, e o momento mudou completamente.

"O problema é que não joguei bem porque estava esperando que ele errasse e isso foi um grande erro".

Wawrinka concentrou-se entre o terceiro e o quarto set e serviu muito bem para o jogo, convertendo o match point com um forehand imperial.

CORAÇÃO PARTIDO

Wawrinka tornou-se apenas o terceiro suíço a ganhar um Grand Slam, depois de Roger Federer e Martina Hingis.

Há muito tempo na sombra de Federer, o oitavo cabeça de chave vai ser o número 3 do mundo quando o novo ranking sair, na segunda-feira, enquanto o seu compatriota vai cair para oitavo.

Wawrinka ficou com o coração partido na Arena Rod Laver ano passado depois da maratona na quarta rodada, quando encostou Djokovic na parede.

Ao perder por 12/10 no quinto set, Wawrinka saiu chorando de quadra e disse que não poderia ter jogado melhor.

Wawrinka se juntou ao ex-número 2 do mundo, o sueco Magnus Norman, e sublinhou sua determinação ao bater Andy Murray nas quartas de final do Aberto dos Estados Unidos, antes de outra derrota de partir o coração para Djokovic, em cinco sets, na semifinal.

Na sua revanche no Melbourne Park contra o número 2 Djokovic, no entanto, Wawrinka estava uma bola de fogo.

Ao derrotar o tricampeão em cinco sets, Wawrinka provou que tinha o serviço, o backhand e a vontade de ganhar de qualquer um, apesar da reputação ou do histórico.

"Vencer um Slam, ser número 3, tudo isso para mim é uma grande surpresa".

"É um sentimento maravilhoso. Vi Roger ganhar tantos Grand Slams no passado, então agora é minha vez de levar um".

"Então, sim, eu vou precisar de tempo para perceber o que eu fiz nessas duas semanas".

"Porque, no fim, mesmo que Rafa estivesse machucado, acho que mereci o Grand Slam porque ganhei de Djokovic e de Rafa" "Tive duas semanas maravilhosas, jogando o melhor tênis da minha vida."

(Por Ian Ransom)

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