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Valcke diz que Fifa não arcará com estruturas temporárias de estádios da Copa

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BRASÍLIA, 17 Fev (Reuters) - A Fifa não arcará com gastos de estruturas temporárias em estádios da Copa do Mundo, disse nesta segunda-feira o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, depois que a questão gerou polêmica envolvendo o Internacional de Porto Alegre.

Dono do estádio gaúcho no Mundial, o clube afirmou na sexta-feira que não vai bancar as estruturas temporárias necessárias para as arenas durante a competição e disse que a presença do Beira-Rio no torneio estaria ameaçada.


"Sobre a pergunta se a Fifa vai pagar as estruturas temporárias, a resposta é não", disse o dirigente durante entrevista coletiva após vistoriar o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

Valcke estará em Porto Alegre na terça-feira para vistoriar o Beira-Rio, um dos cinco estádios que ainda precisa ser entregue para o Mundial, que começa em 12 de junho.


Questionado sobre as estruturas temporárias de acesso aos estádios e se isso poderia retirar algum deles da Copa do Mundo, o secretário-geral disse que não responderia "diretamente a pergunta". Mas que os "estádios não podem ficar sem essas estruturas".

"A Fifa não disse até agora que algum estádio está fora, a decisão sobre Curitiba será tomada amanhã, trabalhamos para que todos fiquem", afirmou.


A Arena da Baixada, em Curitiba, corre risco de ficar fora do Mundial devido aos atrasos nas obras. Valcke disse que a Fifa ainda está analisando o avanço dos trabalhos no local e anunciará a decisão na terça-feira

Em Brasília, o dirigente da Fifa fez elogios às melhorias feitas na arena desde a Copa das Confederações, em junho, e ao gramado, alvo de críticas no ano passado.


SEGURANÇA

O secretário-geral da Fifa demonstrou preocupação também com possíveis manifestações violentas durante a Copa do Mundo e disse que a polícia tem que garantir o acesso dos torcedores aos jogos.

"Uma manifestação não pacífica com pessoas querendo apenas baderna, provocando as autoridades, só há uma maneira de lutar contra isso e a polícia terá que fazer com que os espectadores acessem os jogos", disse.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que a Constituição garante o direito de manifestações pacíficas e que há leis para coibir a violência. "Com Copa ou sem Copa, a lei tem que ser aplicada", disse Rebelo.

Segundo ele, o exemplo de que a lei está sendo aplicada é a prisão dos manifestantes que provocaram a morte do cinegrafista Santiago Andrade, que foi alvo de um rojão durante protestos no Rio de Janeiro neste mês.

"Quatro meses antes da Copa um cinegrafista foi brutalmente assassinado. A lei aplicada levou já à prisão dos dois responsáveis, que serão processados e julgados pelo crime que cometeram", argumentou.

As autoridades brasileiras se preparam para enfrentar protestos pequenos e violentos durante a Copa do Mundo, disse à Reuters na semana passada o chefe da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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