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Vadão se diz surpreso com saída de jogadoras da seleção feminina

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De volta à seleção brasileira feminina de futebol após quase 11 meses, o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, preferiu não entrar em polêmicas em relação à demissão de sua antecessora, a treinadora Emily Lima, e a saída de cinco atletas em protesto, mas revelou que foi pego de surpreso com a notícia.

"Fiquei surpreso, mas não incomodado, porque a saída da Emily não tem nada a ver com a minha volta. Não sou o responsável pela saída dela. Não vou entrar em polêmica e ficar dando respostas, tenho uma carreira consolidada, de 25 anos", disse o comandante de 61 anos, em entrevista ao Estado.

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Emily assumiu a seleção no final do ano passado e foi a primeira mulher a comandar a equipe. Deixou o comando dez meses depois, alegando falta de respaldo do coordenador da seleção, Marco Aurélio Cunha. Cristiane, Fran, Rosana, Andreia Rosa e Maurine foram as jogadoras que anunciaram aposentadoria da seleção em solidariedade à demissão da técnica. Apesar de não querer entrar em polêmica, Vadão conversou com Cristiane e tentou o retorno dela à seleção, mas em vão.

"Já sabia da decisão dela. Conversei com a Cristiane de manhã, antes de ela postar o vídeo anunciando a aposentadoria. É uma decisão pessoal dela e tenho de respeitar, mas as portas estarão sempre abertas", disse.

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Antes de ser chamado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para voltar ao comando da seleção feminina, Vadão estava no Guarani na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Após uma série de derrotas, foi demitido. Foi aí que recebeu o convite da CBF.

"Não me sai da cabeça aquele jogo contra a Suécia (semifinal da Olimpíada do Rio, quando o Brasil foi derrotado nos pênaltis). Quero dar a volta por cima e tirar a frustração do povo brasileiro para poder vencer dessa vez", afirmou o treinador, que crê que o desafio é maior agora, na sua segunda passagem pela seleção por ter de montar a equipe às pressas.

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Vadão encerrou seu primeiro período na seleção em novembro do ano passado depois de dois anos. Esteve presente no Mundial do Canadá, em 2015 - o Brasil foi eliminado pela Austrália nas oitavas de final -, e também nos Jogos Olímpicos do Rio.

O treinador retorna com a missão de disputar a Copa América, em abril, para classificar o grupo para a disputa do Mundial, que será na França em 2019, e para a Olimpíada, em 2020, em Tóquio, no Japão. O seu primeiro desafio no retorno à seleção é a disputa da Copa CFA Yongchuan, de 19 a 24 de outubro, na China. Além da anfitriã, o Brasil enfrentará o México e a forte Coreia do Norte no torneio amistoso.

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