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Tribunal anunciará na quinta-feira se aceita apelação contra pena de Pistorius

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O Supremo Tribunal de Apelação (TSA, na sigla em inglês) da África do Sul revelou que irá anunciar nesta quinta-feira se aceita o recurso apresentado pela promotoria contra a pena aplicada a Oscar Pistorius, condenado no ano passado a cinco anos de prisão por homicídio culposo (sem intenção de matar) de sua namorada, Reeva Steenkamp, morta a tiros disparados pelo astro paralímpico em 2013.

O corredor sul-africano está em regime de prisão domiciliar após ter sido liberado da cadeia, em outubro, quando terminou de cumprir um sexto da pena de cinco anos. Pelas leis sul-africanas, uma pessoa condenada a cinco ou menos anos de detenção pode deixar a cadeia e passar ao regime aberto após cumprir um sexto de sua pena - no caso de Pistorius, esse período venceu após ele ficar 10 meses na prisão.

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Promotores de acusação disseram que o atleta sul-africano de 29 anos de idade deveria ter sido condenado por homicídio doloso (com intenção de matar) pelo assassinato premeditado de sua namorada e voltar à cadeia, alegando que o corredor sabia quem estava atrás da porta quando atirou através dela no banheiro da suíte do casal.

Por meio de um comunicado, o TSA informou que o julgamento da apelação apresentada pelos promotores ocorrerá às 9h45 (no horário local) desta quinta-feira. Acusado de assassinato, Pistorius, que é biamputado e se locomove com o auxílio de próteses nas duas pernas, negou durante seis meses de julgamento que tenha matado Reeva Steenkamp de forma intencional. Ele alega que a confundiu com um estranho que ele acreditou estar invadindo a sua residência.

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A juíza da Suprema Corte da África do Sul, Thokozile Masipa, decidiu no ano passado não condenar Pistorius por homicídio doloso (com intenção de matar), em uma sentença muito contestada e considerada injusta pelos promotores de acusação, que alegam que a magistrada não interpretou de forma algumas partes da lei, como por exemplo o "dolo eventual".

Caso o TSA aceite a apelação contra a pena aplicada a Pistorius, a juíza Thokozile Masipa terá de emitir uma nova sentença contra o astro paralímpico, de acordo com especialistas em direito que conhecem as leis africanas.

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Antes de Pistorius ser colocado em liberdade condicional, uma junta de liberdade condicional da Justiça da África do Sul aprovou, em junho passado, a liberação de Pistorius da prisão Kgosi Mampuru II, em Pretória, no dia 21 de agosto, mas em seguida a decisão foi suspensa pelo Ministério da Justiça do país, que ordenou uma revisão da decisão.

Na época, o Departamento de Justiça da África do Sul justificou o impedimento de soltá-lo em 21 de agosto afirmando que a decisão de permitir que o atleta cumprisse o restante da pena em prisão domiciliar foi tomada de forma prematura.

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Em 20 de outubro, porém, um conselho de revisão de liberdade condicional, composto por um juiz, um membro do departamento de serviços correcionais, um promotor estadual, dois membros públicos e uma pessoa considerada especialista no sistema correcional, aprovou a soltura de Pistorius.

Caso o atleta seja condenado pelo crime de homicídio doloso pelo painel de juízes que analisarão o recurso apresentado pelos promotores, ele receberá uma pena mínima de 15 anos de prisão, sentença que deve ser cumprida em regime fechado.

Atleta mundialmente admirado antes de ter atirado contra a sua namorada, o sul-africano que competia com auxílio de próteses nas duas pernas viveu o ápice da sua carreira em 2012, quando participou dos Jogos de Londres, se tornando o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Além disso, ele possui oito medalhas paralímpicas, sendo seis delas de ouro.

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