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Torcedores chilenos se dizem prontos para exorcizar maldição brasileira

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Por Esteban Israel

SÃO PAULO (Reuters) - A seleção do Chile vai entrar em campo nesta segunda-feira com um obsessão: derrotar a Holanda para evitar o confronto nas oitavas de final com o Brasil, equipe que eliminou os chilenos em três Mundiais anteriores.

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Mas se perguntarmos aos milhares de torcedores chilenos de vermelho que afluíram para a Arena Corinthians, em São Paulo, eles dirão que, após derrotarem a atual campeã Espanha, estão prontos para despachar também o Brasil.

"Evitar o Brasil seria o ideal", disse Rómulo Pulgar, um empresário da cidade de Temuco, no sul do Chile, que saía da estação de metrô perto do estádio com um grupo que gritava "compro ingressos".

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"O Brasil é um bicho-papão para o Chile, mas a verdade é que estamos com tanta confiança que seja quem for vamos dar conta", afirmou.

Após derrotar a Austrália por 3 x 1 e a Espanha por 2 x 0, o Chile é uma as maiores surpresas do Mundial no Brasil, e ainda que esteja classificado para as oitavas de final, caso fique em segundo de seu grupo pode ter que enfrentar o líder do Grupo A, muito provavelmente o Brasil.

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Não pesa somente que os brasileiros joguem em casa, mas também o fato de que o Brasil deixou em frangalhos os sonhos dos chilenos na semifinal da Copa do Chile em 1962, nas oitavas na França em 1998, e nas oitavas na África do Sul em 2010.

Fora de campo o Chile conta com o apoio de cerca de 40 mil torcedores, cuja empolgação transbordou quando 150 pessoas invadiram o centro de mídia do Maracanã antes da partida contra a Espanha, e seis foram detidos por tentar forjar credenciais de imprensa.

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A euforia se explica porque o Chile tem demonstrado uma enorme confiança de ir longe no Mundial, apoiado por uma série de jogadores de alto nível como Alexis Sánchez, do Barcelona, e Arturo Vidal, da Juvenuts.

Ao ser questionado por jornalistas, Vidal não titubeou: "Esta é a melhor geração do futebol chileno na história".

Para a Holanda basta um empate para garantir a liderança do grupo. O Chile, com pior saldo de gols, precisa de uma vitória.

"O Brasil, no mano a mano, seria incrível", disse Víctor Sepúlveda, um engenheiro de 28 anos com a cara pintada de vermelho, branco e azul, as cores da bandeira chilena. "Mas esta geração de jogadores não tem medo. Esta geração é especial."

"Além disso", disse, "a história está para mudar."

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