Torcedor do Chelsea pede desculpas pelo incidente de Paris, mas nega racismo
Mais Esportes|Do R7
Londres, 23 fev (EFE).- Um dos três torcedores do Chelsea identificados pela polícia britânica no incidente no metrô de Paris na última terça-feira pediu nesta segunda-feira desculpas pelo ocorrido, mas negou ser racista. Richard Barklie, de 50 anos, ex-oficial de polícial e atual diretor da organização de defesa dos direitos humanos World Human Rights Forum, emitiu um comunicado se desculpando pelo fato, mas negou ter proferido gritos racistas e condenou "qualquer tipo de comportamento que apoia o racismo". Um vídeo divulgado na semana passada mostra um grupo de torcedores dos 'Blues' impedindo várias vezes que o cidadão franco-mauritano Souleymane S., de 33 anos, entre em um vagão na estação Richelieu Drouot, na capital francesa. Eles se dirigiam ao estádio Parc des Princes para assistir ao duelo contra o Paris Saint-Germain, válido pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Do fundo da composição é possível ouvir gritos de "Chelsea, Chelsea, Chelsea" e hinos racistas. Barklie rejeitou qualquer ato racista e afirmou que trabalhou "com comunidades em condições desfavoráveis na África e na Índia durante anos" e que conta "com experiência em direitos humanos". O torcedor do Chelsea revelou que entrou em contato com a polícia britânica para "explicar o contexto e as circunstâncias" do ocorrido, expressando desculpas pelo dano causado a Souleymane. Barklie também disse no comunicado que não conhecia ninguém das outras pessoas que aparecem na gravação. A Scotland Yard, que está colaborando com as autoridades francesas no caso, segue investigando o ocorrido. EFE abr/lvl












