Técnico do Napoli ironiza jornalistas com história sobre burro e camponês
Mais Esportes|Do R7
O espanhol Rafael Benítez, técnico do Napoli, resolveu amenizar a tensão na véspera do duelo crucial que disputará nesta quarta-feira contra o Arsenal na Liga dos Campeões ao contar uma história que arrancou gargalhadas na entrevista coletiva.
O treinador usou uma metáfora sobre um camponês, seu filho e um burro para explicar que não se importava com as opiniões dos jornalistas na hora de fazer a escalação da sua equipe.
"Vou tentar contar a história em italiano, mas não será nada fácil", avisou o espanhol.
"Um pai caminha ao lado do filho, montado sobre um burro. Os dois cruzam com um jornalista que diz: 'que vergonha, essa criança deixa o pai a pé enquanto ele está montado sobre o burro'. Então o pai tira a criança de cima do burro e toma seu lugar", contou Benítez.
"Mais longe, eles cruzam com outro jornalista que diz: 'olha só este pai que deixa o filho caminhar'. Então o pai diz ao filho: 'tudo bem, vamos nos dois montar o burro", continuou o treinador.
"Mais longe ainda, eles cruzam com um terceiro jornalista que fala: 'eles estão cansando o coitado do burro, que precisa carregar duas pessoas'! Moral da história: vamos fazer o que queremos, tendo confiança em nossas escolhas", concluiu o treinador, deixando sua plateia às gargalhadas.
Quando voltou a falar sério, Benítez fez questão de elogiar o rival Arsène Wenger, "talvez o melhor treinador da Premier League".
"Todo mundo conhece tudo mundo neste nível, não há segredos e não precisa de espiões. O mais importante é preparar bem sua equipe, e não acho que Wenger fique muito preocupado com a nossa escalação. Temos que fazer o mesmo, tentando usar os pontos fracos deles", completou.
Os napolitanos precisam derrotar os 'Gunners' por três gols de diferença no estádio San Paolo para depender apenas de si para se classificar.
Com uma vitória simples, precisariam torcer por um improvável tropeço do atual vice-campeão Borussia Dormund diante lanterna Olympique de Marselha, saco de pancadas deste 'grupo da morte', que ainda não pontuou na competição, sofrendo cinco partidas em cinco jogos.
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