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Suspensão de Muntari é revertida por tribunal italiano, diz sindicato de jogadores

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ROMA (Reuters) - A federação de futebol da Itália reverteu uma suspensão de uma partida dada ao meia Sulley Muntari, do Pescara, por deixar o campo durante partida após reclamar sobre gritos racistas, informou o sindicato mundial de jogadores, FIFPro, nesta sexta-feira.

O jogador de 32 anos foi advertido por dissidência após reclamar ao árbitro e deixou o campo em protesto durante os acréscimos, fazendo com que sua equipe jogasse os últimos minutos da partida da Liga Italiana contra o Cagliari com 10 homens.

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“@MuntariOfficial venceu! Sua suspensão será revertida hoje à noite”, informou a organização em publicação no Twitter.

A decisão de penalizar o meia ganês gerou amplas críticas.

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Outros jogadores condenaram a decisão e o grupo britânico anti-discriminação Kick It Out chamou as autoridades do futebol da Itália de “covardes”, enquanto o Alto Comissário para Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Zeid Ra’ad al-Hussein, descreveu Muntari como uma inspiração.

A Itália e outros países têm lutado para acabar com gritos racistas em jogos. A Lazio e a Inter de Milão foram declaradas culpadas de comportamento racista de seus torcedores durante jogos e alertadas de que podem enfrentar fechamentos parciais de seus estádios caso os atos continuem.

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Muntari disse ter reclamado que parte da torcida, incluindo crianças, gritaram insultos racistas contra ele no início da partida.

Após o incidente, a FIFPro pediu que autoridades italianas “tomem ações firmes para garantir que isto não aconteça nunca mais”.

(Reportagem de Isla Binnie)

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