Surfista sensação em 2015 vê título mundial de Medina como motivação para brasileiros
Filipe Toledo, de apenas 20 anos, descartou pressão por conquista do companheiro
Mais Esportes|Isadora Tega, do R7

O surfista Filipe Toledo está com tudo no Circuito Mundial de 2015. Aos 20 anos, o atleta mais novo da competição faturou duas das sete etapas disputadas até o momento, ocupa a 4ª colocação no ranking e é visto por muitos como a grande esperança para que o feito de Gabriel Medina, campeão mundial em 2014, se repita.
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Porém, se você pensa que tamanha responsabilidade assusta o caçula do tour, está enganado. Em conversa com o R7 durante a abertura da Expo Mundo Surf, exposição que vai de 2 a 27 de setembro, na praça de eventos do Shopping Metro Tatuapé, e irá celebrar a cultura da modalidade,Filipinho, como é conhecido, disse acreditar que o título do companheiro foi como uma "injeção de autoestima" para os surfistas brasileiros.
— Eu não acho que a pressão tenha aumentado, foi mais uma motivação para a gente. Depois disso, eu e os outros brasileiros vimos que temos potencial para estar lá também. Acho que isso mudou bastante do ano passado para cá, tanto que esse ano o Adriano ainda está na ponta, eu estou em quarto, os brasileiros estão dominando o tour... Eu vi como uma motivação para a gente.
O sucesso dos atletas do Brasil no surfe está sendo notado, também, por grandes nomes de outras modalidades, como o skatista Bob Burnquist, que exaltou a atual geração, conhecida como Brazilian Storm (Tempestade Brasileira).
— O surfe brasileiro sempre teve muito talento, e muitos esportistas vêm construindo essa história há muito tempo, só que essa geração nova que realmente "pôs" a bandeira do nosso País. Acho que o título do Medina não será o único para o Brasil. Vamos ter mais campeões mundiais de surfe.
Após vencer as etapas de Gold Coast, na Austrália, e do Rio de Janeiro, o desempenho na temporada parece ser uma surpresa até para o próprio Filipe. O surfista, natural de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, revelou ainda não acreditar na boa fase.
— Ir bem era o que eu mais queria, mas eu sabia que seria muito difícil, então na posição que eu estou agora, no momento que eu estou, a ficha ainda não caiu. Ter ganhado duas etapas, estar em quarto, já passou mais da metade do ano, então isso para mim está sendo maravilhoso.
A quatro provas do fim da competição, Adriano de Souza, o Mineirinho, lidera o ranking com 34.950 pontos, seguido dos australianos Mick Fanning, com 34.700, e Owen Right, que, com 34.200 pontos, ocupa a terceira colocação. O próximo capítulo dessa disputadíssima briga pela liderança acontece de 9 a 20 de setembro, em Trestles, na Califórnia.





