Renovado após derrota, Barboza mescla treino para luta no UFC com gravações do TUF
Peso-leve carioca encara o americano Danny Castillo no dia 14 de dezembro, nos EUA
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Dono do terceiro maior nocaute da história do UFC, em eleição feita pela própria organização do evento, o carioca Edson Barboza parece estar próximo de passar a figurar na seleta lista dos dez melhores da divisão dos pesos-leves (70 kg). Mas, para isso, o atleta deve antes passar pelo americano Danny Castillo, em disputa programada para o dia 14 de dezembro, nos EUA.
No entanto, o brasileiro precisou inovar e, pela primeira vez na carreira, realizou seu camp em Las Vegas, onde acompanha sua equipe nas gravações do TUF 19, que conta com o parceiro de treinos e ex-campeão Frankie Edgar como treinador ao lado do rival B.J. Penn.
— Vim pra Vegas em busca de treinos, porque todos os meus treinadores e parceiros vieram para cá por causa do TUF. Em paralelo eu ajudei como parceiro de treino e dando uma força nos dias de luta. Foi uma ótima experiência porque, além de ter um excelente treinamento, fiquei naquele clima de luta o tempo todo. Foi realmente muito corrido e cansativo, mas a experiência valeu a pena.
Em conversa exclusiva com a reportagem do R7, Edson relembrou o processo de mudança que viveu desde a derrota para Jamie Varner, em maio de 2012, quando acabou dando adeus à invencibilidade no MMA.
Buscando se reinventar, o peso-leve optou por trocar completamente de estrutura, incluindo treinadores, sparrings e cidade onde realiza o camp. Embora siga morando com sua esposa na Flórida, o especialista em muay thai aproveitou o bom relacionamento com o time de Frankie Edgar para se preparar para as disputas em New Jersey.
— Depois dessa luta, percebi que não fiz o camp que deveria. Depois que treinei com o time do Frankie, percebi tudo que eu estava fazendo de errado. Foi então que mudei de cidade, de camp de treinamento, de time, de parceiros, de treinadores e evolui. Dizem que, depois de uma derrota, o lutador dá um passo atrás, mas dei dois para frente.
Ao todo, o carioca acumula seis vitórias em sete lutas no octógono, mas ao pisar no octógono na cidade de Sacramento, Barboza terá pela frente um adversário de característica diferente dos que vem encontrando pela frente.
Experiente e oriundo do wrestling, Castillo tem armas para fugir do afiado poder de trocação do brasileiro de 27 anos, que antes mesmo de migrar para o MMA já acumulava nocautes nos ringues de muay thai.
— Pode ser que sim (que Castillo tente levar a luta para o chão), uma vez que ele é um cara que vem do wrestling. Estou treinando wrestling com caras muito duros aqui em New Jersey. A equipe do Frankie também vem desta modalidade, então não teria como eu estar treinando mais.
Por último, quando questionado sobre um possível duelo em pé com Anthony Pettis, atual campeão dos pesos-leves do UFC e notoriamente um fenômeno na trocação, Edson não fugiu de uma análise sobre uma hipotética disputa contra o americano.
— Acho que uma luta contra o Pettis seria muito interessante, porque ele é um cara bom em pé. Acho que a gente iria sair na mão, e seria uma luta muito boa para os fãs. Eu acredito que alguém iria cair, e acredito que esse alguém não seria eu.












