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Relíquias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio-2016 entram em leilão

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O torcedor que quiser guardar um pedaço da história olímpica e paralímpica dos Jogos do Rio-2016 tem a chance de dar seu lance a centenas de objetos que fazem parte do Leilão Oficial. Todo dia novas peças entram no cardápio do site (www.leilaooficial.rio2016.com) e pessoas do mundo todo estão atrás das relíquias.

Até agora, o item mais caro que foi negociado foi a tocha que Vanderlei Cordeiro de Lima usou para acender a pira olímpica no estádio do Maracanã. Um torcedor pagou R$ 216.050,00 para levar o símbolo dos Jogos para casa. "As tochas são as peças preferidas. Mas as súmulas assinadas pelos técnicos, atletas e juízes, de esportes como natação, vôlei e basquete, por exemplo, atraem muitos lances dos fãs dessas modalidades. A bola da final do vôlei feminino foi comprada por um chinês por R$ 35.500,00", explicou Jon Curleigh, do Grupo Pursuit3, licenciado do leilão oficial.

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A bola de vôlei é o segundo item mais caro até o momento. Depois vem a bola utilizada na decisão entre Brasil e Alemanha, que rendeu o primeiro ouro olímpico do país no futebol. Ela custou R$ 30.055,00. Já as luvas vermelhas de boxe da categoria masculino acima de 91 kg, com etiqueta comemorativa e autografadas pelo campeão francês Tony Yoka, saíram por R$ 22.215,00.

O leilão arrecada dinheiro para o Comitê Organizador Rio-2016. O atleta também ganha uma parte do lucro. "Não revelamos números, mas o valor arrecadado será encaminhado ao Comitê. Por isso, indiretamente, quem compra ajuda os Jogos Olímpicos e Paralímpicos a acontecerem. Além disso, todos os atletas envolvidos também têm participação no lucro obtido com as peças leiloadas com as respectivas assinaturas", explicou Curleigh.

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Entre os atletas que aceitaram participar estão Arthur Zanetti, Jade Barbosa, Diego Hypolito e Arthur Nory, entre outros. "Graças ao apoio da Effect Sport, nosso parceiro na iniciativa, alguns dos maiores heróis brasileiros no esporte passaram a fazer parte do projeto: eles assinam certificados de autenticidade das peças e, em alguns casos como a Rafaela Silva, adicionam ao leilão itens próprios - ela incluiu um quimono de treino e uma faixa preta".

A plataforma do leilão vai funcionar até 31 de dezembro deste ano e a expectativa é de que mais de 15 mil objetos sejam colocados à disposição. O leilão já foi realizado após os Jogos de Inverno de Vancouver (2010) e Sochi (2014) e os Jogos de Londres (2012). Mas pela primeira vez é aberto a torcedores de qualquer lugar do mundo - antes só era feito localmente.

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