Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022

Promessa do surfe revela dívida de Neymar e aposta em título mundial para o País: “Questão de tempo”

Nascido na Argentina, Alejo Muniz representa o Brasil no WCT pelo quarto ano seguido

Mais Esportes|Do R7*

  • Google News
Alejo Muniz colhe os frutos do sucesso
Alejo Muniz colhe os frutos do sucesso

Na última quinta-feira (23), o jovem Alejo Muniz esteve em São Paulo para anunciar seu novo patrocinador, em evento que comprovou o crescimento de popularidade da nova geração do surfe nacional.

Durante a coletiva de imprensa, o atleta revelou que, por representar o time do Santos em competições internacionais, acabou conhecendo o craque Neymar que, mesmo no Barcelona, ainda carrega uma dívida.


Quando ainda jogava no clube do litoral paulista, o atacante ganhou de presente uma roupa de neoprene do surfista, o que rendeu uma inusitada promessa, até não cumprida pelo astro da seleção brasileira.

— Eu já dei roupa de borracha para Neymar, ele me pediu porque faz muito Wakeboard, mas não surfou ainda. Ele está me devendo essa, porque ele já tinha prometido [risos].


Atualmente com 23 anos, Alejo vive no País desde os dois anos de idade. Apesar de ter nascido na Argentina, ele cresceu na cidade de Bombinhas, em Santa Catarina, e se naturalizou brasileiro quando ainda era criança. Como surfista, o atleta, que compete no circuito mundial pela quarta temporada seguida, sempre representou a bandeira verde e amarela.

Renan Rocha critica a surfista Maya Gabeira: “Tem coragem, mas falta técnica”


Mas, em 2014, o catarinense está de malas prontas para o Rio de Janeiro. Além de se mudar para uma cidade-sede de umas etapas do WCT, ele está deixando o município de cerca de 15 mil habitantes para viver em uma das regiões mais desenvolvidas do País. A nova fase só trará benefícios para a carreira de Alejo, que promete melhor preparação física e psicológica na nova cidade.

Ser campeão de uma etapa importante no Brasil é um dos sonhos que o argentino carrega desde a infância. Como vai poder treinar por quase um mês nas praias cariocas, ele terá vantagem em relação aos adversários estrangeiros na briga por melhores resultados nas baterias deste ano.


Alejo afirma que a nova geração do surfe brasileiro está muito bem preparada e tem muitas chances de conquistar um título mundial nos próximos anos. Na visão do surfista, os atletas estão chegando aos outros países com o mesmo nível dos gringos.

— O ano inteiro os brasileiros ganham campeonatos. E os torcedores gostam de ver brasileiro sendo campeão. Eu acho que o surfe conquistou muitos fãs e é só questão de tempo para ter um campeão mundial brasileiro.

Na última semana, o jovem de 23 anos esteve na Costa Rica com outros brasileiros e lá conversou com os veteranos Vitor Ribas e Teco Padaratz sobre a evolução que o esporte sofreu nos últimos anos. Experientes, eles afirmaram que o País sempre teve grandes atletas, mas faltava apoio e preparação. Os surfistas antigos passaram por muitas dificuldades, enquanto a nova geração recebe toda a assistência necessária.

Mesmo com a falta de estrutura, os atletas brasileiros conseguiram se destacar na modalidade. Nunca faltou esforço e, apesar da precariedade, esses veteranos foram longe e deram passos importantes para que o esporte continue avançando.

— Se você parar para pensar, os caras viajavam sem dinheiro e, às vezes sem falar inglês, não sabiam nem onde iam ficar, além de equipamentos abaixo dos equipamentos dos gringos. E chegava lá e ganhava o campeonato ainda.

Então esse cara é muito guerreiro e muito talentoso. E eu acho que o que a gente tem hoje, a facilidade para viajar, chegar de igual para igual, foi por causa deles, que iniciaram aquilo há muito tempo e mostraram que o surfe brasileiro pode ter campeões.

Quebrando barreiras, o argentino de nascimento, que carrega uma dose do ritmo castelhano em sua fala, prometeu, ao fim da conversa com a reportagem do R7, que, por se considerar um "argentino de corpo" e um "brasileiro de coração", carrega as torcidas dos dois países. Um feito e tanto, por sinal.

*Colaborou Naiara Araújo, estagiária do R7 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.