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Organizadores da Copa orientam cidades-sede para "uniformizar" gramados

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SÃO PAULO, 31 Out (Reuters) - O Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 promoveu nesta quinta-feira um seminário com as cidades-sede do torneio para uniformizar o padrão dos gramados, após problemas ocorridos na Copa das Confederações.

Na competição de junho deste ano, alguns dos estádios, como o Mané Garrincha (Brasília) e o Maracanã (Rio de Janeiro), tiveram os gramados plantados em cima da hora, e receberam críticas pelas condições do campo.

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"O Mané Garrincha foi plantado 18 dias antes, não é o ideal. Todas as recomendações foram passadas para quem está administrando o estádio", disse a jornalistas em São Paulo o gerente-geral de competições e serviços às equipes, Frederico Nandes.

"Algumas medidas já foram implementadas, e outras precisam ser implementadas no fim do ano", completou ele, explicando que é preciso "consistência e uniformidade em todos os campos".

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Apesar das falhas no gramado do estádio de Brasília e do excesso de jogos no Maracanã neste semestre, o COL avalia que há tempo suficiente para que os gramados estejam em plenas condições em junho do ano que vem, quando começa o Mundial.

Nandes afirmou que não haverá a troca de grama nos estádios que já estão prontos, garantindo que isso "nunca foi uma opção", e que o tempo necessário para a plantação da grama depende de diversas variáveis. "Não existe receita de bolo", disse.

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Das 12 arenas da Copa, apenas as de Cuiabá e Curitiba não plantaram o gramado. A Fifa e o COL vão assumir o controle dos estádios do Mundial quase um mês antes dos jogos.

"O Maracanã teve uma carga muito grande de jogos, não está sob nossa responsabilidade neste momento. (É preciso) ajustar a quantidade de jogos para que a gente chegue na Copa do Mundo com excepcional nível de qualidade", declarou Nandes.

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Estiveram presentes no seminário 154 participantes, incluindo especialistas de Centros Oficiais de Treinamentos, campos em que as seleções farão os treinos durante o período em que estiverem nas cidades-sede das partidas.

A ideia é garantir "homogeneidade entre o campo de treino e o campo de jogo", segundo o diretor-executivo do COL, Ricardo Trade.

"Gramado é um ponto que a gente investe bastante, é algo fundamental para a Copa do Mundo e para o legado do futebol brasileiro", disse Trade, acrescentando que foram destacados pontos como drenagem e o manejo correto dos gramados.

(Reportagem de Tatiana Ramil)

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