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Nadadora russa diz que foi liberada para competir na Olimpíada do Rio

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Por Mark Trevelyan

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A nadadora russa Yulia Efimova disse nesta sexta-feira que participaria da Olimpíada do Rio, um dia depois de ganhar um recurso contra uma suspensão por doping, mas não houve confirmação imediata da Fina, a federação de natação.

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Efimova publicou uma foto dela no Instagram, parecendo surpresa e chorosa, com a mensagem: “Estou indo para as Olimpíadas. Não poderia estar mais orgulhosa e aliviada”.

Campeã mundial quatro vezes, ela ganhou uma esperança na quinta-feira quando a Corte Arbitral do Esporte acolheu o seu recurso contra a proibição de participar dos Jogos, cujos preparativos foram ofuscados pelas revelações de doping generalizado, patrocinado pelo Estado, na Rússia.

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Recursos de último minuto pelos russos suspensos tornaram os preparativos uma corrida de obstáculos legal, criando incertezas para os atletas e rivais.

O nome de Efimova não consta no momento da lista para os cem metros nado de peito, cujas baterias ocorrem no domingo, e para os 200 metros da quarta-feira, a prova na qual ela ganhou a medalha de bronze em Londres 2012.

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A R-Sport, agência de notícias russa, citou Vladimir Salnikov, chefe da federação nacional russa de natação, dizendo que a Fina havia escrito para a Corte Arbitral para confirmar que apoiava o retorno de Efimova e quatro outros nadadores russos suspensos: Natalia Lovtsova, Darya Ustinova, Mikhail Dovgalyuk e Anastasia Krapivina.

Um porta-voz da Fina não quis comentar, dizendo que a federação divulgaria um comunicado se tivesse algo a declarar.

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Efimova, de 24 anos, foi suspensa pela Fina entre outubro de 2013 e fevereiro de 2015 após testar positivo para traços de um esteroide anabólico.

Isso resultou numa suspensão automática para o Rio, de acordo com critério estabelecido pelo COI no mês passado, como reação a um relatório independente confirmando doping apoiado pelo Estado em vários esportes na Rússia.

Contudo, a Corte Arbitral do Esporte disse que a suspensão olímpica era “inaplicável” porque um atleta não podia ser punido duas vezes pela mesma ofensa de doping.

Um porta-voz do Comitê Olímpico Russo disse que Efimova já estava no Rio.

(Reportagem adicional de Jack Stubbs)

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