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Nacional se declara campeão uruguaio, mas federação diz que jogo foi suspenso

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Montevidéu, 14 jun (EFE).- Enquanto o Nacional comemora a vitória por 3 a 2 no clássico deste domingo contra o Peñarol, que define o campeão uruguaio da temporada 2014/2015, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) esclarece em sua página oficial que o jogo foi suspenso sete minutos antes do fim devido a distúrbios da torcida do time derrotado. "O Nacional ainda não é campeão. O Tribunal de Penas vai juntar as provas, as imagens e as representações. Já se cogita que o Peñarol vai pedir que se joguem os sete minutos restantes com os portões fechados, ou seja, sem a presença dos torcedores", informaram à Agência Efe fontes da AUF. A entidade que comanda o futebol no Uruguai publicou no Twitter e em seu site oficial que "o jogo entre Nacional (3) e Peñarol (2) foi suspenso pelo árbitro faltando sete minutos para o fim". Após uma partida dramática, com direito a empate e possibilidade de virada, prorrogação tensa e distúrbios nas arquibancadas, os jogadores do Nacional chegaram a ser condecorados formalmente na campo com medalhas e com um troféu oferecido por um dos patrocinadores do torneio. Para as bolsas de apostas e para o público presente no Estádio Centenário, onde o clássico foi disputado, o Nacional foi consagrado o campeão anual do temporada 2014/2015. Em seu site, a equipe tricolor afirma que com a vitória deste "domingo, que levou o Nacional a seu 45º título uruguaio, o 'decano' alcançou sua 13ª vitória em finais de campeonatos uruguaios". A diretoria do Peñarol, por sua vez, publicou um comunicado no qual pede a seus torcedores e sócios o cumprimento da "legislação vigente em matéria de segurança, já que as sanções prejudicam o Peñarol e sua massa social", ressaltando que essa é "a melhor forma de encorajar e apoiar" a equipe. O primeiro tempo foi tranquilo para os tricolores, que abriram o placar aos 19 minutos, com o oportunismo de Sebastián Fernández após falha na marcação adversária, e ampliaram aos 32, com um pênalti cobrado por Ivan Alonso, mas o cenário calmo mudaria na segunda etapa. Em cobrança de falta precisa aos 24 minutos, Luis Aguiar descontou para os campeões do Clausura. Como se não bastasse a importância da decisão, a partida ficou ainda mais emocionante no último minuto do segundo tempo, quando o árbitro marcou um pênalti a favor do Peñarol. Com uma bomba no meio do gol, Aguiar igualou, forçando a disputa de prorrogação. De acordo com o regulamento da competição, o campeão nacional sai do jogo entre os vencedores dos torneios semestrais (Apertura e Clausura), exceto se quem levar a melhor na decisão não for o time que mais fez pontos ao longo de toda a temporada, o que força a realização de uma Superfinal, em duas partidas. Sendo assim, a partida poderia culminar em outros dois clássicos pelo título em caso de vitória do Peñarol. No entanto, com um gol de cabeça de Santiago Romero aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação, o Nacional, que liderou a chamada 'Tabla Anual' (pontuação acumulada nos dois torneios), venceu o clássico por 3 a 2, o que lhe daria o título de campeão uruguaio. Antes do fim, a partida ainda chegou a ser paralisada por 12 minutos quando o árbitro assinalou mais uma penalidade máxima para o Nacional, o que provocou a ira dos rivais nas arquibancadas. Os torcedores do Peñarol começaram a depredar o estádio e a atirar objetos na polícia. Em meio à confusão que a polícia tentava conter, o árbitro permitiu a cobrança do pênalti, que foi defendido pelo goleiro do Peñarol. A confusão provocada pela torcida visitante, no entanto, resultou no término da partida antes do tempo previsto. O prêmio oficial da AUF dependerá de uma resolução do Tribunal de Penas da entidade, que se baseará em um relatório do árbitro para analisar se considerará concluído ou não o jogo e para definir possíveis sanções ao Peñarol pelos distúrbios causados pelos torcedores. A expectativa é que o tema seja resolvido o mais rápido possível ainda esta semana. EFE pab/bg-rpr (foto)

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