Lutador do UFC pede chance de participar de A Fazenda
O veterano Cristiano Marcello já participou de um reality show nos EUA
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Credenciais não faltam para o veterano Cristiano Marcello. Aos 36 anos, o carioca radicado em Curitiba acumula participações em eventos de jiu-jitsu, muay thai e wrestling além do sucesso no MMA obtido no UFC, Pride e Meca. No entanto, isso não parece ser o bastante para ele.
Com experiência também em reality show, o lutador, que participou da 15ª temporada do TUF nos EUA, pediu por uma chance de fazer parte do elenco de A Fazenda, programa exibido pela Rede Record, como revelou em conversa com a reportagem do R7.
— Eu quero sim, e estou bem treinado [risos]. Acho que eu saberia representar o MMA muito bem. Seria perfeito para a minha carreira, e, na minha idade, ficar afastado do UFC alguns meses não me atrapalharia em nada.
Na ocasião, o brasileiro venceu a primeira luta no reality contra Jared Carlsten, mas acabou nocauteado diante Justin Lawrence. Nada, porém, que abale sua confiança para uma possível aparição em um reality show, desta vez no Brasil.
— Imagina? Lá, eu convivi com 16 malandros durante 17 semanas, dormindo do lado do inimigo para sair na porrada com ele depois. E sem mulher por perto [risos]. Quero mostrar essa faceta de lutador profissional. Sou casado há oito anos, tenho dois filhos, tenho academia... Mas, claro, olhar não arranca pesado. O ambiente fica mais leve [risos].
Por sinal, seu próximo oponente no octógono do UFC será o americano Joe Proctor, em duelo programado para o dia 15 de fevereiro, em Jaraguá do Sul, com quem dividiu a casa no TUF por três meses, prova viva, pelas suas contas, da evolução das artes marciais mistas.
Aos 36 anos e com passagem por tradicionais equipes tanto no jiu-jitsu como no MMA, o peso-leve (70 kg) acompanhou o processo de perto. Chamado de old school, Cristiano era da época em que problemas poderiam ser resolvidos facilmente a portas fechadas em academias. Ou, em casos piores, na rua.
— Morei com o Proctor, fomos do mesmo time. Gosto bastante dele, gente boa demais. Isso é o melhor do esporte. Temos contato, tentamos nocautear e finalizar nossos adversários, mas temos apreço e amizade um pelo outro. Vou dar o meu melhor, e acho que tenho mais cartas do que ele.
Exaltando que sua participação foi benéfica por completo, Cristiano revelou que sua experiência no esporte lhe garantiu respeito da garotada, que via no ex-atleta do Pride uma espécie de ídolo.
— Não tive problema com ninguém na casa. Conheci o que era o esporte MMA. Sou de uma época de rivalidade mortal, de estilos e de bandeiras. Na casa rolava muito respeito, eles cresceram me vendo no esporte. Dentro da casa pude mostrar minhas técnicas, e isso surpreendeu eles.
Vindo de derrota em duas de suas três últimas apresentações, o veterano garante que não pensa em parar, e muito menos se preocupa com um repentino corte prática comum do maior evento de MMA do mundo.
— Não me preocupo. Quem da minha época fez o que fiz, no jiu-jitsu e MMA, e ainda luta no UFC? Faço lutas emocionantes, tenho academia e sou realizado. Vou preparado e faço lutas emocionantes, para ganhar e me divertir. O dia em que eu me preocupar em apenas me manter lá, é hora de parar. E esse não é o caso.
