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Klinsmann coloca seleção dos EUA em busca de metas mais ambiciosas

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Por Erik Kirschbaum

DUESSELDORF, Alemanha (Reuters) - Após vitórias expressivas fora de casa sobre duas potências do futebol mundial, a estratégia do técnico da seleção dos Estados Unidos, Juergen Klinsmann, de enfrentar os melhores times do mundo parece estar dando resultado, uma vez que sua equipe pode olhar para a próxima Copa do Mundo sem qualquer complexo de inferioridade.

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Os Estados Unidos reverteram placares adversos duas vezes nos últimos cinco dias para derrotar a Holanda por 4 x 3, na sexta-feira, e depois a atual campeã mundial, Alemanha, por 2 x 1, na quarta.

"Agora você de repente enfrenta Alemanha ou Holanda ou Suíça na Copa do Mundo e não tem mais medo", disse Klinsmann à Reuters.

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O ex-atacante da seleção alemã deu preferência a enfrentar adversários difíceis em amistosos de forma a aumentar a experiência de seu time, e espera que o alto nível de dificuldade ajude a equipe dos EUA na Copa Ouro do próximo mês.

"Ainda existe respeito pelos times grandes. Você sempre tem respeito. Mas não existe mais um respeito demasiado", disse.

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"Eu acho que psicologicamente foi realmente importante para os nossos jogadores verem que nós podemos jogar contra os times de ponta como Holanda e Alemanha. Não viemos à Europa apenas para defender. Estamos aqui para jogar com eles e ver o que acontece", acrescentou.

Klinsmann, que treinou a Alemanha entre 2004 e 2006 antes de assumir a seleção dos EUA em 2011, sabe que é um desafio perigoso marcar jogos contra os melhores times do mundo, já que uma sequência de resultados ruins pode dar munição aos críticos.

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No entanto, "a única forma de melhorar é jogar contra os melhores times", afirmou o treinador em entrevista em Duesseldorf. "Jogar contra times grandes regularmente é valioso para ajudar os jogadores a entender o que é preciso para ficar frente a frente com os melhores."

Klinsmann, que cantou os hinos dos EUA e da Alemanha antes do amistoso em Colônia, foi criticado após derrotas de seu time por 3 x 2 para Dinamarca e Chile. Para Klinsmann, a experiência obtida com os amistosos é mais importante que os resultados.

"A informação que você obtém desses jogos é tão importante que definitivamente vale a pena correr o risco de não se conseguir os resultados", disse Klinsmann, cuja equipe tem retrospecto de 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota neste ano contra cinco times posicionados entre os 20 melhores do mundo no ranking da Fifa.

Klinsmann estabeleceu a meta ousada de chegar às semifinais da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, enquanto muitos norte-americanos esperam conquistar o título mundial um dia. O que para muitos era motivo de piadas no passado agora não é mais.

Os EUA venceram a Alemanha em dois dos últimos três jogos nos últimos três anos, mas perdeu no que mais importava, 1 x 0 na Copa do Mundo do ano passado. Ambos avançaram para as oitavas de final no "Grupo da Morte", mas os EUA foram eliminados pela Bélgica.

"Quando olho para a Copa do Mundo, acho que nós tivemos respeito demais pela Alemanha, e talvez até pela Bélgica", disse.

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