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Jobson é preso após ser acusado de estuprar quatro adolescentes no Pará

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A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira o jogador de futebol Jobson Leandro Pereira de Oliveira, de 28 anos, acusado de estuprar quatro adolescentes em Conceição do Araguaia, no Pará. O atacante foi detido em sua chácara, na cidade de Couto Magalhães, no Tocantins. Um quinto caso de abuso sexual que teria sido cometido por ele está sendo investigado.

Segundo a polícia, ao ser preso, o jogador recebeu das mãos dos policiais civis o mandado de prisão e não ofereceu resistência. Jobson foi conduzido em viatura policial até a Delegacia de Conceição do Araguaia para prestar depoimento.

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Ele será apresentado ao juiz da Comarca de Conceição do Araguaia, Marcos Paulo Sousa Campelo, responsável pelo mandado de prisão. Nascido na cidade paraense, o jogador atualmente está sem clube e passou por Brasiliense, Botafogo, Atlético-MG, Bahia, Barueri, São Caetano, Jeju United, da Coreia do Sul, e Al-Ittihad, da Arábia Saudita.

A prisão ocorrida nesta quinta-feira é mais um capítulo da conturbada trajetória de Jobson, que surgiu como grande promessa no futebol brasileiro, mas se perdeu com polêmicas fora de campo e ao ser suspenso por mais de uma vez por uso de doping.

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A Fifa aplicou no ano passado uma dura suspensão de quatro anos a Jobson, em pena imposta ao jogador após a recusa do atacante em realizar exame antidoping quando estava no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre 2013 e 2014. Antes disso, ele havia sido suspenso por quatro anos pelo Comitê Antidoping da Arábia em abril de 2014, após se recusar a passar por antidoping, mas esta punição inicialmente só tinha validade na Arábia, antes de a Fifa suspendê-lo mundialmente.

Jobson está proibido de realizar qualquer atividade relacionada ao futebol até 31 de março de 2018. Punido pela Fifa, o atacante chegou a entrar com um recurso junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), mas o apelo foi rejeitado pelo máximo tribunal esportivo.

Antes desta punição, ele recebeu outras duas punições por doping no Brasil. A primeira, de dois anos, ocorreu após um exame apontar uso de cocaína em 2009, quando defendia o Botafogo. Na época, ele assumiu ser consumidor de crack e foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em seguida, em nova audiência, a defesa do jogador conseguiu reduzir a pena para apenas seis meses de suspensão, o que permitiu que voltasse a atuar a partir de 20 de julho de 2010.

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