IPC define em dezembro se Rússia poderá ir à Paralimpíada de Inverno, diz Parsons
Mais Esportes|Do R7
O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) deverá decidir até o final deste ano se atletas russos poderão ou não competir na Paralimpíada de Inverno de Pyeongchang, que será realizada em março de 2018, na Coreia do Sul. O brasileiro Andrew Parsons, presidente da entidade, disse em visita a Paris, nesta sexta-feira, que uma força-tarefa do IPC se encontrará em dezembro, após uma reunião da Agência Mundial Antidoping, para tomar uma decisão sobre o assunto.
"Eu não posso especular, neste momento, qual será a decisão", afirmou Parsons, em uma videoconferência. Ele se posicionou sobre o assunto após a Rússia ser banida da Paralimpíada do Rio, realizada no ano passado, como reflexo de punição pelo envolvimento do País em um programa sistemático de uso de substâncias proibidas que supostamente foi apoiado pelo governo do país.
Parsons foi eleito presidente do IPC em setembro, quando substituiu Philip Craven, que guiou a organização olímpica por 16 anos. Parsons esteve em Paris para uma visita de dois dias, na qual encontrou líderes da Paralimpíada de 2024, que será na capital francesa, assim como o primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, a ministra do Esporte do país, Laura Flessel, e a prefeita parisiense, Anne Hidalgo.
Observando que a promoção da Paralimpíada de Inverno de 2018 foi "fraca", Parsons disse que não prevê os mesmos problemas nos Jogos Paralímpicos de Paris. Ele elogiou os planos do Comitê Organizador de Paris-2024, dizendo que o forte envolvimento dos setores público e privado com o grande evento são uma segurança de confiabilidade.
"Mobilidade é algo importante para a prefeita de Paris", disse Parsons. "As autoridades francesas estão interessadas em um bom nível de competição, mas também no legado que os Jogos podem deixar para Paris".
A acessibilidade para pessoas com deficiência ao metrô de Paris e outros pontos de referência da cidade ainda estão longe do ideal, mas Parsons disse estar confiante de que ela será melhorada para 2024. "Em qualquer cidade no mundo há sempre lugar para melhorias em relação à acessibilidade", declarou.











