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IAAF vai tirar medalhas de russos acusados de doping se caso for comprovado

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Redação Central, 21 jan (EFE).- A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) afirmou nesta quarta-feira que irá redistribuir as medalhas conquistadas pelos competidores russos de marcha atlética acusados de doping se o caso for comprovado. Eles foram descobertos através do programa de passaporte biológico (ABP). Depois de "analisar cuidadosamente" toda a documentação, que ainda será enviada pelas autoridades russas, a IAAF garantiu que retirará os títulos conquistados pelos atletas em grandes competições, incluindo os Jogos Olímpicos. A Agência Antidoping da Rússia (Rusada) desqualificou ontem três campeões olímpicos de marcha atlética e um campeão mundial por doping, em um dos maiores escândalos da história do atletismo do país. A campeã olímpica na prova de 20 quilômetros da marcha atlética em Pequim 2008, três vezes campeã mundial (2007, 2009 e 2011) e uma europeia (2010), Olga Kaniskina, foi punida por três anos e dois meses. Segundo informou em seu site, Rusada impôs a mesma sanção a Sergei Kirdiapkin, campeão olímpico na prova de 50 quilômetros nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, e bicampeão mundial em 2005 e 2009. Em ambos os casos, as punições são retroativas, ou seja, serão aplicadas desde 15 de outubro de 2012. Já Valery Borchin, campeão olímpico da prova de 20 quilômetros em 2008, e mundial em 2009 e 2011, foi suspenso por oito anos. Sergey Bakulin, campeão mundial dos 50 quilômetros em 2011, foi desqualificado por três anos e dois meses, a partir de dezembro de 2012. Vladimir Kanaikin, bronze no Mundial de 2011, por sua vez, foi banido do esporte. Após esses casos, subiu para 23 o número de atletas de elite da Rússia envolvidos com doping. Todos foram descobertos pelo programa passaporte biológico, iniciado em 2009. No total, são 37 em todo o mundo punidos pelo sistema no período. "O número de casos de doping no atletismo russo em geral, e especialmente na marcha atlética, é uma preocupação para IAAF. Estamos investigando ao máximo junto à Agência Mundial Antidoping (AMA) todas essas situações", explicou a IAAF em comunicado. EFE jap/lvl

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