Galo perde no México e depende de mais um "milagre" no Independência
Mais Esportes|Do R7
Guadalajara, 15 abr (EFE).- O torcedor atleticano pode se preparar para mais sofrimento na próxima semana, já que o Galo perdeu para o Atlas por 1 a 0 nesta quarta-feira no estádio Jalisco, em Guadalaraja, e precisará vencer o Colo-Colo por dois gols de diferença em Belo Horizonte para não ser eliminado precocemente da Taça Libertadores. Herói do Atlético na conquista do torneio continental em 2013 e importante também na Copa do Brasil no ano passado, o goleiro Victor até se esforçou e fez grandes defesas, mas não evitou que Álvarez balançasse a rede no primeiro tempo e desse a vitória ao representante mexicano, que soma seis pontos no grupo 1, todos obtidos diante dos comandados de Levir Culpi - também obteve triunfo pelo placar mínimo no Independência. O Galo é terceiro colocado da chave, com seis pontos, atrás de Independiente Santa Fé e Colo-Colo, que têm nove cada. Os dois times se enfrentaram também nesta quarta em Santiago, e os colombianos surpreenderam ao levar a melhor por 3 a 0. O mata-mata da Libertadores começará oficialmente apenas daqui a duas semanas, mas esse grupo já terá dois confrontos diretos pelas duas vagas nas oitavas de final. O Atlas terá que bater o Santa Fé por quatro gols de diferença em Bogotá, enquanto o Atlético precisará de seu "resultado amigo" dos últimos anos, a vitória por dois gols de diferença diante da equipe chilena. Nada incomum para quem tirou essa desvantagem contra Newell's Old Boys e Olimpia na campanha de 2013 e diante de Corinthians e Flamengo no ano passado. O time mineiro foi para o México com todos os principais jogadores do elenco na delegação, mas teve dois desfalques de última hora. Marcos Rocha sofreu uma entorse no tornozelo direito, e Leonardo Silva sentiu dores na coxa direita. No Atlas, o técnico Tomás Boy fez duas alterações em relação ao empate sem gols com o Toluca no último domingo, pelo Clausura mexicano, do qual é oitavo colocado. Álvarez ganhou a posição de Suárez no meio, e Ochoa substituiu Caballero no ataque. O começo de jogo foi favorável aos donos da casa, que, embora não exercessem uma pressão, atacavam mais. Aos oito minutos do primeiro tempo, Vanegas apareceu para completar escanteio da direita e obrigou Victor a trabalhar pela primeira vez no duelo. O Galo incomodou pela primeira vez aos 12 minutos, também em cabeçada, com um especialista. Lucas Pratto escorou, Carlos ficou com a sobra e, de voleio, mandou para fora. O principal recurso do Atlas no começo era a jogada área, seja de cruzamentos ou de lançamentos distantes. Em um deles, aos 15, o goleiro Vilar fez ligação direta com Barragán, que resvalou para defesa de Victor. O goleiro atleticano foi o grande nome da primeira etapa, e fez duas intervenções importantes em sequência. Barragán apareceu novamente aos 24 minutos, em mais um chuveirinho, cabeceando para baixo, e o arqueiro espalmou para que a zaga afastasse. Aos 26, o atacante concluiu depois do escanteio, e o camisa 1 desviou para fora com a ponta dos dedos. Com dificuldades para entrar na área adversária, o Atlético optou por arriscar de longe, mas também não obteve sucesso. Luan se beneficiou de escorregão de Pérez e encheu o pé, mas encobriu a meta. Victor foi o melhor em campo nos primeiros 45 minutos, mas nem por isso evitou que o Atlas fosse para o intervalo em vantagem. Aos 38, Castillo fez boa jogada individual pela direita e serviu González, que, dentro da área, teve apenas o trabalho de tirar de Victor e acertar o canto esquerdo. A segunda etapa foi morna no início, com a bola indo de intermediária a intermediária. O panorama mudou apenas aos 13, em escanteio cobrado por Luan. Edcarlos se antecipou à marcação e cabeceou rente ao travessão. Um minuto depois, Douglas Santos encheu o pé da esquerda da área, e o goleiro segurou no chão. O Galo tentava se soltar em busca da igualdade, mas corria riscos atrás. Aos 18, González dominou na meia-lua, levou para o pé direito e chutou forte, tirando tinta da trave esquerda. O tempo ia passando, e quando se esperava uma pressão atleticana, quem se mantinha no campo ofensivo era o Atlas, que quase fez o segundo aos 33. Keno, brasileiro que estava no Santa Cruz no ano passado e substituiu Ocho, foi acionado por Castillo e soltou uma bomba de fora. Victor rebateu, e Álvarez chegou batendo na trave. A dificuldade do campeão de 2013 para criar era grande, e quando a oportunidade enfim apareceu, Carlos errou feio. Luan lançou o jovem atacante, que, cara a cara com Vilar, não calibrou a finalização e isolou a bola, aos 36 minutos. Foi também de Carlos a chance derradeira, aos 42, mas mais uma vez o camisa 13 falhou. Guilherme apareceu aberto pela direita e cruzou por baixo para a joia atleticana, que, pressionado, bateu em cima do goleiro. Ficha técnica:. Atlas: Vilar; Venegas, Pérez, Kannemann e Castillo; Ramírez, Medina, Álvarez (Hernández) e González; Ochoa (Keno) e Barragán (Suárez). Técnico: Tomás Boy. Atlético Mineiro: Victor; Patric, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete (Cárdenas), Rafael Carioca e Dátolo (Danilo Pires); Luan, Carlos e Pratto (Guilherme). Técnico: Levir Culpi. Árbitro: Patrício Loustau (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Diego Bonfa e Gustavo Ross. Cartões amarelos: Álvarez (Atlas); Dátolo, Leandro Donizete e Patric (Atlético-MG). Gol: Álvarez (Atlas). Estádio: Jalisco, em Guadalajara (México). EFE dr/rd












