Federações criam força-tarefa para discutir unificação de programas antidoping
Mais Esportes|Do R7
Preocupada com as recentes denúncias de doping, principalmente no atletismo, a Associação das Federações Internacionais de Esportes Olímpicos de Verão (ASOIF, na sigla em inglês) criou uma força-tarefa para analisar os atuais programas antidoping dos seus filiados e propor novas ações para coibir casos recorrentes no esporte mundial.
O grupo vai discutir "as atividades antidoping atuais e custos envolvidos" das 28 federações filiadas à entidade. A ASOIF diz que os resultados do estudo vão fornecer material precioso para a discussão sobre a criação de uma entidade independente" para avaliar os casos de doping.
No mês passado, lideranças olímpicas se reuniram para discutir ações neste sentido e chegaram à conclusão de que o controle antidoping deve ser retirado do âmbito das federações nacionais para ganharem mais credibilidade. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, surgiu a criação de um órgão independente que seja integrado à Agência Mundial Antidoping (Wada).
A preocupação com o controle nacional sobre casos de doping aumentou nos últimos meses por causa dos seguidos casos no atletismo da Rússia. Em relatório independente, a Wada denunciou no mês passado o doping sistemático no atletismo russo e revelou que o esquema contava com a conivência da Agência Antidoping da Rússia (Rusada).
A Rusada acabou sendo descredenciada pela Wada, em decisão unânime do seu Comitê Executivo. E, a partir de agora, todos os exames antidoping colhidos na Rússia, independente da modalidade, serão realizados fora do país, em laboratórios estrangeiros.












