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Federação dos EUA se diz disposta a negociar novo acordo salarial com jogadoras

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Após reclamação formal por parte das jogadoras, a U.S. Soccer, entidade responsável pelo futebol nos Estados Unidos, se colocou à disposição das atletas para discutir um novo acordo salarial. Trata-se de uma resposta a um apelo que as jogadoras norte-americanas fizeram na quinta-feira.

Cinco atletas da seleção norte-americana, incluindo a goleira Hope Solo, haviam anunciado que estão movendo uma ação contra a U.S. Soccer, exigindo a equalização dos pagamentos a jogadores e jogadoras que servem ao time nacional.


Em comunicado, a entidade se mostrou aberta a negociações. "Estamos comprometidos e engajados em negociar um novo acordo coletivo que compense a Associação das Jogadoras da Seleção Nacional Feminina. Deverá ter efeito assim que o atual acordo se encerrar, no fim do ano", disse a U.S. Soccer.

A entidade valorizou as solicitações de aumento das jogadoras e afirmou que "continuará a ser uma defensora, em nível mundial, do desenvolvimento do futebol feminino e dos modelos de compensação da Fifa."


De acordo com os números levantados pelas atletas e pela Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC, na sigla em inglês), cada jogadora da seleção norte-americana pode ganhar de US$ 3.600 a US$ 4.950 por partida pelo país, dependendo da importância do confronto em questão e do resultado, enquanto os jogadores levam de US$ 6.250 a US$ 17.625.

As mulheres faturariam US$ 99 mil cada se vencessem cada um dos 20 amistosos disputados no ano, número mínimo exigido pela U.S. Soccer, enquanto os homens ganhariam US$ 263.320 pelo mesmo feito. E mais, eles receberiam US$ 100 mil mesmo se perdessem todas estas partidas.


Os números ficam ainda mais discrepantes se for levada em consideração a participação dos países na Copa do Mundo. Campeã do Mundial do ano passado no Canadá, a seleção feminina recebeu um total de US$ 2 milhões, enquanto os homens faturaram US$ 9 milhões no Brasil, mesmo sendo eliminados nas oitavas de final.

O clamor das mulheres ganhou o apoio de Hillary Clinton, candidata favorita do Partido Democrata a concorrer à presidência nas eleições de novembro. "Eu não gostaria de enfrentar estas mulheres no campo ou no vestiário. Cada mulher merece pagamento igual [ao dos homens]", declarou.


Em seu comunicado, a U.S. Soccer argumenta que as jogadoras da seleção feminina contam uma estrutura de compensação financeira mais favorável que a masculina. Segundo a entidade, elas recebem um salário adicional pago pela própria federação na Liga Nacional de Futebol Feminino. As jogadoras também, de acordo com a U.S. Soccer, contam com benefícios, como plano de saúde, pago pelo Comitê Olímpico dos EUA, o que não acontece com os homens.

Presidente da U.S. Soccer, Sunil Gulati afirmou que as compensações dependem de diferentes fatores, incluindo a renda gerada pelos jogos. "Nós temos a seleção feminina em alta conta e queremos compensá-la justamente. Vamos sentar com elas e trabalhar num acordo quando o atual se encerrar", prometeu o dirigente.

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