Estreia de goleiro em mata-mata da Libertadores não é novidade no São Paulo
Mais Esportes|Do R7
Se Renan Ribeiro vai a campo nesta quinta-feira contra o Toluca, do México, em uma estreia para quem jamais atuou em uma Copa Libertadores, a situação não é nova no São Paulo. Em outras duas ocasiões o clube precisou recorrer a opções alternativas para escalar um goleiro em jogo de mata-mata.
O caso mais antigo é da campanha do primeiro título do clube, em 1992. Zetti foi expulso na partida de ida das oitavas de final contra o Nacional, em Montevidéu. O técnico Telê Santana colocou no lugar Alexandre, então com 20 anos, e considerado uma das grandes revelações da base do clube.
O novato ajudou o time a segurar a vitória por 1 a 0 e, na partida de volta, atuou como titular enquanto Zetti cumpria suspensão. Alexandre teve boa atuação no novo resultado positivo do São Paulo, os 2 a 0 no Morumbi. O goleiro morreu logo depois da conquista da Libertadores, em junho, em um acidente de carro. O episódio abriu vaga para Rogério Ceni ser promovido da base ao time profissional.
Dezessete anos depois deste episódio, o São Paulo vivenciou uma nova cilada sobre a posição de goleiro. Durante a fase de grupos da Libertadores de 2009, o já ídolo da torcida Rogério Ceni fraturou o tornozelo esquerdo. O reserva imediato, Bosco, precisou atuar pelas duas últimas rodadas, contra o Independiente Medellín e o América de Cali, quando o time confirmou o primeiro lugar da chave.
Naquele ano, o São Paulo avançou diretamente para as quartas de final, sem precisar jogar as oitavas, pois o Chivas Guadalajara, assim como outros times mexicanos, desistiram da competição pelo país ser o local do início da pandemia de gripe suína.
Antes das quartas de final, contra o Cruzeiro, Bosco machucou o joelho e deixou a vaga para o terceiro goleiro, então recém-chegado ao clube. Denis, então com 22 anos, ganhou a chance de atuar nas duas partidas. Tanto no Mineirão como no Morumbi, o São Paulo perdeu e acabou eliminado da competição.





